sábado, 23 de janeiro de 2010

PROFESSORESREPROVADOS NO PROVÃO SERÃO CONTRATADOS...

Estamos apenas no inicio do ano eleitoral e a secretaria da educação de São Paulo já começou a "politicagem "característica de todo ano eleitoral.
Nos últimos anos os professores foram acusados sem piedade pelo fracasso da escola publica, como se não bastasse o salário hilário e irrisório, a falta de recursos humanos e de infra-estrutura nas escolas, indisciplina, abandono da família, problema de drogas e violência o "provão” dos reprovados em 2009 foi criado o novo provão para efetivos que só vai contemplar 20% dos "felizardos" que conseguirem chegar à linha final (Nossa parece que estou falando de um reality show e não da educação... que horror!).
Este governo é exímio em criar leis e projetos que nem sempre correspondem a nossa realidade e que só complicam ainda mais a vida daqueles envolvidos com a educação, ou seja, professores, familiares e principalmente "alunos”.
A secretaria da educação encabeçou nos últimos anos uma verdadeira uma campanha de difamação do magistério paulista, transferindo toda a culpa do caos da educação para os professores que segundo esta é mal formados e incapazes. (ops!!!Não é a mesma Secretaria responsável por fiscalizar a nível estadual as instituições de ensino superior que formam estes professores???)
Infelizmente a mídia colaborou e muito para divulgar essa imagem distorcida do professor paulista o que é uma pena, pois poderia colaborar e muito na construção de uma educação de qualidade em São Paulo, denunciando os problemas da escola pública e contribuindo para a verdadeira democratização deste espaço.
È difícil a situação do magistério em São Paulo, a educação paulista mais parece um barco à deriva... vai na direção do vento eleitoral...sem comentários...como diria o jornalista Bóris Casoy: Isto é uma vergonha!!!
É vergonhoso saber que depois de tanta humilhação e o descaso nas inúmeras irregularidades do último provão dos ACTs, somente agora a Secretaria da Educação admite que um fator o agravante no desempenho dos docentes na prova, foram questões, consideradas pelo próprio Secretario como "complexas e longas".
Leia matéria publicada na Folha Online na íntegra:



23/01/2010 - 08h14

São Paulo admite

ter de usar professor reprovado em exame

FÁBIO TAKAHASHI
da Folha de S.Paulo


A Secretaria da Educação de SP anunciou ontem (22) que poderá atribuir aulas a professores reprovados em seu processo de seleção para docentes temporários para a educação básica.

Dos temporários que já trabalharam na sala de aula (pouco menos da metade do total de docentes), 40% foram reprovados --não conseguiram acertar metade das 80 questões.

Segundo o secretário da Educação, Paulo Renato Souza, haverá dificuldades para preencher vagas em algumas escolas, principalmente para as matérias de física e matemática.

Ao justificar a possibilidade de convocar professores reprovados, o secretário afirmou que "a nossa prioridade é garantir aulas aos alunos".

Os sindicatos do setor dizem que é quase certo que os abaixo da nota de corte sejam convocados, principalmente para atuar na periferia das cidades da Grande SP, onde o desempenho dos alunos já é mais baixo.

Ainda não é possível saber quantos dos reprovados terão de lecionar, pois o processo de distribuição de aulas não começou --primeiro escolhem os concursados; os temporários preenchem as aulas que faltam.

Apesar do ano passado ter terminado com 80 mil temporários e cerca de 130 mil concursados, a rede chegou a precisar de mais de 100 mil não concursados (para suprir casos como licença e aposentadoria).

Além dos temporários, o exame também foi feito por outros candidatos --total de 182 mil, dos quais 48% não atingiram a nota de corte. O total de aprovados foi de 94 mil.


Novo discurso


A prova para seleção de temporários foi adotada no ano passado pelo governo José Serra (PSDB). Antes, o critério para a contratação eram os diplomas do candidato e o tempo de serviço.

Ao lançar o projeto, o governo afirmou que quem não atingisse a nota mínima não poderia lecionar.

A possibilidade de reprovados darem aulas neste ano letivo foi anunciada ontem.

Paulo Renato afirmou que o corpo docente deste ano está melhor. A explicação do secretário é que foi "uma inovação" classificar docentes com base em seus conhecimentos.

Disse ainda que, caso tenha de contratar os reprovados, serão selecionados os de melhor desempenho.

Além disso, a pasta irá criar cursos a distância para capacitação específica em física e matemática.

Um atenuante para o desempenho dos docentes, afirma Paulo Renato, foi a dificuldade das provas, consideradas por ele como "complexas e longas".

O presidente do CPP (um dos sindicatos dos docentes), José Maria Cancelliero, teve avaliação semelhante. O exame foi feito pela Vunesp, que aplica o vestibular da Unesp.

Além de permitir que reprovados lecionem, o governo alterou outro critério. Inicialmente, só iria valer a nota da prova.

Após negociar com sindicatos, a pasta decidiu levar em conta o tempo de magistério (que dá bônus de até 20% na nota).


FONTE:

FOLHA ONLINE /Sábado, 23 de janeiro de 2010

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