sábado, 23 de janeiro de 2010

QUER SER PROFESSOR ???

QUEM QUER SER PROFESSOR NO BRASIL???


Um dos problemas mais graves detectados na educação brasileira é a falta de profissionais no magistério na atualidade o problema esta mais crítico nas disciplinas de física, matemática e química,pois os salários em outras áreas são mais atraentes aos formados nestas áreas.
Um estudo realizado pelo MEC comparou 30 profissões que exigem nível superior e as cinco que foram apontadas como de menor rendimento médio são todas relacionadas ao magistério.
No ano de 2007 um estudo apontava que salário médio de um professor de ensino médio com nível superior no Brasil era de R$ 1.335 o que não mudou muito devido o arrocho salarial que a categoria está submetida nos grandes centros urbanos,principalmente São Paulo.
O rendimento deste professor chega a ser hilário, pois na comparação de profissionais representa dois terços dos rendimentos de um enfermeiro diplomado com um salário próximo a R$ 2.022, metade do que ganham jornalistas que começam com um salário próximo á R$ 2.767 e 27% do obtido por médicos iniciantes que recebem por volta de R$ 4.865.
É vergonhosa a comparação salarial com os salários de deputados e Senadores,já que está na faixa dos R$ 18,000.00 e o salário do professor não atinge nem mesmo os míseros 10% deste valor ,isso sem destrinchar minuciosamente os benefícios pois professor da rede publica não tem nem mesmo um plano de saúde decente ,enquanto que deputados e senadores são beneficiados com VL terno, Passagens aéreas, Residências oficiais no Distrito Federal, carros oficiais ,motoristas particulares,seguranças pessoais ,imensos gabinetes com vários assessores de confiança ,etc
POR QUE SERÀ QUE FALTA
PROFESSOR NA ATUALIDADE?

O salário miséria do professor não é o centro da questão,a falta de profissionais na área também implica no caos que se encontra o sistema educacional que não garante nem mesmo as mínimas condições de trabalho como segurança e infra-estrutura .
Ser professor não é um hobby e nem mesmo um dom e não deve ser entendido desta forma,o professor é um profissional que deve ser respeitado e valorizado.
“Segundo recentes informações sobre concursos públicos abertos no Brasil, para os de cargos de professores do Ensino Fundamental – hoje, chamado de Básico – e, do Ensino Médio, se paga, em geral, cerca de R$ 700 a R$1000. Enquanto isto, os últimos concursos para o Ministério Publico de Goiás, ou para Procurador do Trabalho estariam oferecendo uma remuneração inicial 20 (vinte) vezes maior, ou seja, muito perto do teto de remuneração do funcionalismo, que é de cerca de R$ 23 mil, remuneração do Ministro do Supremo Tribunal Federal. Quem vai optar por ser professor do Ensino Fundamental?(fonte: http://soniarabello.blogspot.com)
Faltam 710 mil professores no país
“Uma estimativa do Ministério da Educação aponta que faltam cerca de 235 mil professores no ensino médio no país.

Os números do déficit de profissionais no ensino fundamental de quinta a oitava séries são ainda mais pessimistas. De acordo com as projeções, 475 mil cargos de docentes seriam necessários para completar os quadros. Isso mostra um amplo mercado para quem quer prestar vestibular e se licenciar para dar aulas.

Os dados são baseados no censo escolar de 2002 e apenas dão uma idéia geral da situação. Eles referem-se às chamadas “funções docentes”, expressão que está relacionada a cada cargo –ou seja, um professor que dá aula em duas escolas tem duas funções docentes. Entre as disciplinas, a demanda é maior por licenciados em matemática, física, química e biologia, segundo o MEC.”
Simone Harnik da Folha de S.Paulo
Fonte: http://falabonito.wordpress.com/


Por que há tanta diferença?



“A OIT e a Unesco dizem que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o salário médio do docente do ensino fundamental em início de carreira no Brasil é o terceiro mais baixo do mundo, no universo de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento.

O salário anual médio de um professor na Indonésia é US$ 1.624, no Peru US$ 4.752 e no Brasil, US$ 4.818, o equivalente a R$ 11 mil. A Argentina, por sua vez, paga US$ 9.857 por ano aos professores, cerca de R$ 22 mil, exatamente o dobro. Por que há tanta diferença?
O professor exerce papel fundamental na formação das pessoas, comparável ao da própria família, na tarefa de transmitir valores e conhecimentos responsáveis pela definição dos destinos de cada um.

Da alfabetização ao ensino de conceitos físicos ou filosóficos, das primeiras operações à solução de equações complicadíssimas, é o professor quem abre novas perspectivas de vida para as pessoas.

Por este motivo, é necessário que sejam valorizados na mesma proporção do que representam para a sociedade, para o país.
O Brasil precisa, portanto, definir urgentemente políticas de educação, com o estabelecimento de metas factíveis que possam, efetivamente, amenizar esta cruel forma de exclusão, que é o analfabetismo e a falta de qualificação profissional. Só assim o país poderá vislumbrar um futuro mais promissor.”

Fonte: http://flanandoepostando.blogspot.com 22 de setembro de 2009




19/01/2010 - 08h48
Censo aponta sobra de vagas

em cursos públicos para professores
ANGELA PINHO
da Folha de S.Paulo, em Brasília



Ao mesmo tempo em que faltam professores com formação adequada no ensino básico, estão sobrando vagas oferecidas por instituições públicas em cursos de pedagogia e licenciatura em disciplinas como biologia e matemática.
De acordo com o Censo da Educação Superior de 2008 (o mais recente), naquele ano 4.468 vagas não foram preenchidas nos processos seletivos para cursos de formação de professores em universidades e centros tecnológicos federais e estaduais, principalmente em cidades do interior. Esse número representa 6% das vagas disponibilizadas para o primeiro ano de pedagogia e licenciaturas dessas instituições...
A sobra de vagas em cursos de formação de professores contrasta com a escassez de profissionais com formação adequada nas escolas públicas.
Segundo estudo do Inep (instituto ligado ao Ministério da Educação) feito com dados de 2007, mais de um em cada quatro professores do ensino básico não tem a habilitação exigida por lei --ensino superior com magistério.
Além disso, grande parte dá aulas em disciplinas diferentes da sua formação, o que ocorre principalmente em ciências. Em física, apenas 25% dos professores são graduados exatamente em física.
Para suprir essa deficiência, instituições públicas têm aberto cada vez mais cursos nessas áreas, mas a resposta tem sido, em muitos casos, desanimadora. É o caso da UFG (Universidade Federal de Goiás). Em 2008, das 40 vagas para licenciatura em física em Jataí, cidade a 327 km de Goiânia, apenas 6 foram ocupadas...

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