quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Apenas os professores perdem o direito da aposentadoria especial na PEC 287

A PEC 287 tem muitos equivocos e uma politica de dois pesos e duas medidas , prejudica  professores retirando aposentadoria especial e continua   concedendo o benefício para  Forças Armadas,  policiais militares e bombeiros.

O desmonte da Previdência, ponto por ponto

Reforma da Previdência atinge quase todos os tipos de benefício previdenciários e castiga mais duramente trabalhadores de baixa renda
por Glauco Faria publicado 07/12/2016 11:09
CC WIKIMEDIA 2.0
aposentado
Regras para benefícios de prestação continuada se tornam mais rígidas, com a idade mínima passando para 70 anos
Outras Palavras – Quando anunciou que a expectativa de vida do brasileiro, em 2013, havia se elevado para o patamar de 74,9 anos, Fernando Albuquerque, gerente do Projeto Componentes da Dinâmica Demográfica do IBGE, comentou a respeito de alguns dos fatores que tinham diminuído a mortalidade entre a população idosa.
"Tem toda a parte dos avanços médicos, farmacológicos, mas tem também os programas que vêm sendo implantados na atenção ao idoso. A aposentadoria rural é um fator importante, benefício de prestação continuada, que possibilita renda ao idoso para comprar seus medicamentos; o estatuto do idoso, que possibilita série de avanços no tratamento ao idoso. Esses são fatores que têm feito com que a mortalidade da população de idosos tenha diminuído significativamente nos últimos anos", afirmou à época.
Alguns desses avanços destacados por Albuquerque estão sob ataque com a PEC 287, o desmonte da Previdência Social proposto pelo governo Temer. Pelo projeto, por exemplo, o aposentado rural passa a ter regras semelhantes ao do novo regime geral, com idade mínima de 65 anos e tempo de contribuição de 25.
As regras para concessão de benefícios de prestação continuada – oferecidos aos idosos e pessoas com deficiência – também se tornam mais rígidas, com a idade mínima passando de 65 para 70 anos, com uma transição de dez anos. O valor será definido em lei posterior, tornando-se menor que um salário mínimo, piso atual. O total de pessoas que recebe o benefício chega hoje, segundo dados da Previdência Social de setembro de 2016, a 4,5 milhões de pessoas.
Confira abaixo estas e outras mudanças previstas na PEC 287:
Fim da aposentadoria por tempo de contribuição
A PEC 287 acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, que atualmente é de 35 anos para homens e 30 para mulheres. Segundo a regra atual, um trabalhador que começou a contribuir com 20 anos, por exemplo, pode se aposentar aos 55 (aplicando-se, no caso, o fator previdenciário). Pela proposta do governo, essa pessoa terá de trabalhar dez anos a mais – é preciso completar pelo menos 65 anos, com tempo mínimo de contribuição de 25 anos.
Todos os trabalhadores com até 50 anos e trabalhadoras com até 45 serão atingidos pela mudança, se a PEC 287 for aprovada. Os que ultrapassaram esta faixa serão submetidos a uma "regra de transição", com um "pedágio" de 50%. Quem teria de contribuir mais dois anos pela regra atual, por exemplo, vai precisar ficar na ativa por mais três.
Redução do valor das aposentadorias
A regra anterior é agravada por uma outra. Para obter os vencimentos integrais, o trabalhador terá que permanecer 49 anos na ativa. Em caso de aprovação da PEC 287, o benefício passa a ser calculado levando-se em conta a parcela de 51% das maiores contribuições com 1% adicionais a cada ano de contribuição.
Portanto, para receber 100% do salário, o trabalhador terá que contar, após os 65 anos, com 49 anos de contribuição. Isso significa ter começado a contribuir com a Previdência aos 16 anos.
Menos direitos para o trabalhador rural
Os trabalhadores rurais passarão a ter que trabalhar entre 5 anos (homens) e 10 anos a mais (mulheres) para terem direito à aposentadoria. A idade mínima dos atuais 55 anos (mulheres) e 60 (homens) para 65 (para ambos), com tempo mínimo de contribuição de 25 anos. Além disso, haverá necessidade de ter feito contribuições individuais ao INSS.
Hoje, aplica-se uma alíquota de 2,3% sobre o valor bruto da comercialização daquilo que o trabalhador rural produz. A nova alíquota ainda será definida.
Achatamento dos benefícios assistenciais
Os benefícios pagos a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda serão desvinculados do salário mínimo – ou seja, corroídos pela inflação. Além disso, a idade mínima para recebê-los, que hoje é de 65 anos, subirá para 70.
Redução da pensão por morte
A pensão por morte não será mais integral, passando a valer a regra de 50% mais 10% por dependente, até o limite de 100%. Ou seja, uma viúva sem filhos receberá apenas 60% do que receberia pela regra atual. Além disso, a cota de 10% se extingue quando o filho completar 18 anos.
Os beneficiários que ganham hoje um salário mínimo também terão seus proventos desvinculados da atual política de reajustes, o que, ao longo do tempo, fará com que recebam menos que o piso nacional.
Aumento da idade mínima também para servidores públicos
Atualmente, os funcionários públicos têm idade mínima para aposentadoria estabelecida em 60 anos para homens e 55 para mulheres, precisando somar 35 e 30 anos de contribuição, respectivamente. A PEC 287 propõe a substituição desse critério pela idade mínima de 65 anos para ambos os sexos. As mulheres que atuam no setor público serão as mais prejudicadas: precisarão trabalhar dez anos a mais que nas regras atuais.
Ataque aos direitos de professores
A PEC 287 liquida o benefício concedido aos professores. Devido ao caráter penoso de sua profissão, eles hoje podem se aposentar após 25 anos de contribuição (mulheres) ou 30 anos (homens). No entanto, não há alteração em benefício semelhante concedido aos integrantes das Forças Armadas, assim como aos policiais militares e bombeiros, categorias sujeitas a possíveis alterações nas legislações estaduais.
Fonte : http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2016/12/entenda-o-desmonte-da-previdencia-ponto-por-ponto-8458.html

PROPOSTA DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA PODE SUPRIMIR APOSENTADORIA ESPECIAL PARA PROFESSORES


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Estas informações foram retiradas da  PROPOSTA DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA  e estão sendo analisadas pela NOVA ESCOLA .
Importantes :Ainda é PROPOSTA ,alguns itens podem mudar , não vamos nos afligir com antecedência.

Estou postando apenas para ficarmos informadas.

Aposentadoria de professores pode mudar com Reforma da Previdência

Se a proposta for aprovada, categoria deixará de ter direito a uma idade diferenciada e passará a seguir regras impostas a outros trabalhadores


06 de Dezembro 2016 - 20:52
Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que prevê a Reforma da Previdência, coordenada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, foi enviada para o Congresso Nacional.
Ao contrário do que se especulava, ela prevê a extinção das aposentadorias especiais. 
A idade para educadores e educadoras se aposentarem pode, então, ser igualada em 65 anos, assim como a dos outros trabalhadores (com exceção dos militares). Professores que até a data de promulgação da emenda tenham 50 anos ou mais e professoras com 45 anos ou mais poderão se aposentar após cumpridos 30 anos de contribuição, se homem, e 25 anos no caso das mulheres (desde que tenha cumprido um período adicional equivalente a metade do tempo que faltaria para atingir o tempo de contribuição anterior).
O intuito do governo federal é que mudanças nas regras de aposentadoria ajudem a diminuir os gastos públicos.
No orçamento previsto para 2017, 562,4 bilhões de reais deverão ser usados em despesas correspondentes a gastos com pagamentos desse benefício trabalhista, bem como pensões e auxílios de trabalhadores e empregadores.
O déficit esperado para o Regime Geral da Previdência (conhecido através do INSS) é de cerca de 181,2 bilhões de reais, segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual, divulgado pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.
Atualmente, trabalhadores do setor público e privado podem se aposentar com, no mínimo, 65 anos para homens e 60 para mulheres, ou por tempo de contribuição, 35 anos para homens e 30 para mulheres se esse valor, somado à idade da pessoa, corresponder a 85 e 95, respectivamente.
Caso a proposta seja aprovada, só será possível parar de trabalhar após atingir a idade mínima de 65 anos.

Além disso, o tempo mínimo de contribuição para a Previdência Social passará de 15 para 25 anos.
Até o momento, professores de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, policiais federais e civis dos Estados e cargos que se expõem a agentes nocivos à saúde têm direito à chamada aposentadoria especial.

Essa separação decorre do fato de tais profissionais estarem expostos a trabalhos mais desgastantes ou arriscados. No caso dos docentes, a idade mínima é de 55 anos para homens e de 50 para mulheres.
Já o tempo de contribuição mínimo para homens e mulheres é de 30 e 25 anos, respectivamente. Essa regra é válida para quem contribui pelo regime geral da Previdência, o que é o caso da maioria dos educadores da rede particular e pública.
A proposta da Reforma da Previdência inicia a tramitação pela Câmara dos Deputados. 
Agora, o Congresso deverá ouvir alguns setores da sociedade civil, como centrais sindicais, para que sejam analisadas mudanças no texto.   

Por que os docentes são um caso especial

Marta Vanelli, secretária geral da Confederação dos Trabalhadores em Educação (CNTE), órgão vinculado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), opõe-se às mudanças apresentadas. “Os professores têm uma luta histórica para conseguir ter 50% de sua carga horária para horas-atividade. Já conquistamos um terço, o que é um grande avanço. Entretanto, continuamos com salas superlotadas. É difícil e desgastante ficar responsável por até cinco turmas com 40 ou 50 alunos cada. Em uma manhã, o docente pode ter contato com até 250 crianças e adolescentes. Sem considerar uma segunda jornada”, diz Marta. 
Além disso, os professores precisam desenvolver algumas de suas tarefas fora do período de trabalho, como o planejamento de aulas e a correção de avaliações. “Por esses motivos, nas atuais condições, nenhum docente consegue ficar mais do que 25 anos em sala de aula.
O governo compara a idade de aposentadoria daqui com as de outros países, mas as realidades são diferentes”.
Aumentar o tempo de trabalho dos professores pode acarretar ainda problemas na saúde deles.
O Atlas de Gestão de Pessoas registrou que, no ano de 2012, na rede municipal de São Paulo, a quantidade de afastamentos superou o número de docentes em sala (para saber mais, leia a matéria de capa de NOVA ESCOLA sobre saúde mental do professor). “O governo pensa no lado financeiro da questão, mas parece desconsiderar ou ser insensível com as especificidades de cada profissão. 
O exercício de magistério acarreta desgaste físico e mental. Por isso, as mudanças podem ampliar o número de educadores doentes. Teoricamente, essas pessoas estão trabalhando, mas, na prática, estão readaptadas e fora da sala de aula, diz Claudio Fonseca, presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem).
Sobre igualar as idades de aposentadoria de homens e mulheres educadores, Marta também levanta argumentos contrários. “Na cultura machista em que vivemos, além de trabalhar fora de casa, em muitos casos a mulher é também a única responsável pela Educação e cuidado com os filhos e com a casa. Em algumas poucas famílias, esses cuidados são divididos, mas ainda são casos excepcionais. 
Se houvesse uma partilha justa de atividades domésticas entre homens e mulheres, poderíamos pensar em igualar as idades”, defende.

O tamanho do problema

Estima-se que, em 2017, o déficit da previdência chegue a 181,2 bilhões de reais. Caso a tendência seja mantida, essa conta pode fechar em 1 trilhão negativo em 2050. 
Com o envelhecimento da população, estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) preveem que, em 2060, 30% da população brasileira seja composta por pessoas com mais de 65 anos. Nesse cenário, 20% do PIB seria gasto com a previdência, segundo uma estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). 
Em 2015, foram gastos 7,4%, com 8% da população com mais de 65 anos. 
Ou seja, haverá menos pessoas contribuindo para um sistema com um número muito maior de aposentados do que o atual. Dessa maneira, os custos dificultariam investimentos em outras áreas, como Saúde e Educação.
Outro argumento levantado pelo governo é que a média de idade de aposentadoria brasileira, 59,4 anos para homens (dados de 2015), está abaixo da média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que foi de 64,2 anos em 2012.
Para Carlos Heitor Campani, professor de finanças do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida já eram problemas previsíveis. “Os responsáveis pelo sistema foram extremamente negligentes ao longo do tempo e não agiram de forma eficiente para impedir o desastre atual”, diz. 
O economista defende que, em vez de se basear em outros países, o governo federal realize uma pesquisa robusta para que as mudanças se adequem ao padrão brasileiro. Para ele, o atual modelo e as novas propostas divulgadas até agora funcionarão apenas como medidas paliativas. “É claro que ações corretivas tais como idade mínima e extinção de super-aposentadorias são importantes, mas elas precisam ser acompanhadas de outras medidas que tornem o sistema verdadeiramente sustentável e não apenas empurrem a sujeira para debaixo do tapete, ou melhor, para algum governo futuro”, pondera.

Fonte  http://novaescola.org.br/conteudo/3394/como-fica-a-aposentadoria-dos-professores?utm_source=tag_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=mat%C3%A9ria&utm_content=link 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Professores da rede estadual de SP sofrem com doenças do trabalho

O professor em exaustão máxima





A professora do ensino fundamental Polyana Andreza da Silva Costa tinha um cansaço imenso no final do expediente. As dores de cabeça eram constantes, além da dificuldade para conciliar o sono. 
Na sala de aula, sentia o coração disparar, um aperto no peito e falta de ar. Também sofria com crises de choro. Quando chegava à escola, ao invés de ficar alegre por estar com seus alunos, era dominada por uma tristeza e vontade de que as horas passassem logo para poder, finalmente, voltar para casa. 
Ao invés de melhorar, esse estado foi só piorando até que a educadora chegou ao ponto do esgotamento completo. A docente, que sempre tinha sido uma profissional dedicada e competente, havia perdido totalmente o prazer em exercer o seu ofício. E, mais do que isso, estava doente por causa do trabalho.
A cronificação do estresse ocupacional, o problema vivido por Polyana, é chamada de síndrome deburnout, que começou a ser estudada na década de 1970, depois que o termo foi usado pelo psiquiatra de origem alemã Herbert Freudenberg (radicado nos Estados Unidos) para definir o esgotamento profissional. Burnout significa, em inglês, “queimar por completo”, atingir a combustão plena, ou seja, de forma menos literal, chegar a um estado de exaustão máxima.
burnout está diretamente relacionado à vida profissional e quando ocorre é altamente incapacitante. “A pessoa já se desgastou a tal ponto que não tem mais energia para continuar suas atividades laborais. O burnout é sempre ligado ao mundo do trabalho”, afirma a professora adjunta da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), coordenadora do curso de pós-graduação de Psicologia em Saúde, Ana Maria Teresa Benevides-Pereira, líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Estresse e Burnout (Gepeb) e uma das maiores pesquisadoras e autoridades sobre o assunto no País.  
A síndrome de burnout, na concepção das psicólogas sociais norte-americanas Christina Maslach e Suzan Jackson – criadoras em 1981 do Maslach Burnout Inventory (MBI), teste para diagnóstico do problema –, é caracterizada como um processo multidimensional, constituído por sintomas relacionados à exaustão emocional, despersonalização e reduzida realização pessoal no trabalho.

A despersonalização, ou desumanização, como também é chamada, consiste no comportamento defensivo das pessoas com burnout, por meio do desenvolvimento de atitudes desprovidas de interesse e envolvimento emocional com os outros, marcadas, com frequência, por reações de apatia, cinismo e ironia.
Muitos são os sinais físicos, psicológicos e comportamentais que podem estar relacionados à síndrome. “No aspecto biofisiológico, os sintomas mais comuns são: cansaço sem causa aparente, crises constantes de enxaquecas, dores andarilhas (daquelas que percorrem várias partes do corpo), instabilidade intestinal, alteração do sono e queda na libido, entre outras alterações não visíveis, apenas detectadas por exames médicos específicos, segundo cada pessoa, conforme lecionam especialistas médicos”, explica o psicanalista e especialista em Psicopedagogia Chafic Jbeili, que também coordena e ministra cursos de pós-graduação em Educação. 
O especialista acrescenta que em relação aos fatores psicossociais observam-se sinais muito parecidos com o quadro depressivo, como irritabilidade, ceticismo, indiferença e instabilidade de humor, entre outros (leia abaixo os principais sintomas).
Estudos revelam que os profissionais das áreas de saúde e educação são mais vulneráveis à síndrome de burnout. Entretanto, é difícil encontrar dados abrangentes sobre a incidência do problema entre os professores brasileiros. Um dos estudos com maior amostragem foi realizado em 1999 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pelo Laboratório de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), coordenado pelo doutor em Psicologia Social Wanderley Codo, com 39 mil profissionais de diversas redes estaduais. Atualizada em 2002, segundo informações de Chafic Jbeili, a pesquisa incluiu professores de redes municipais e particulares e demonstrou que 46% dos educadores de todos os sistemas de ensino de nível básico enfrentam exaustão emocional, seja moderada ou alta, e 32% têm baixo envolvimento no trabalho, fatores considerados relevantes para o diagnóstico do burnout.
Em um estudo com 499 professores de escolas públicas e particulares do interior do Estado do Paraná e da região metropolitana de Curitiba, coordenado pela professora Ana Benevides-Pereira, com dados coletados em 2004 e divulgados em 2010, constatou-se que 43,8% dos docentes apresentavam elevada exaustão emocional, sendo que 23,8% tambémResultado de imagem para dort e 31,4% não se sentiam realizados com suas atividades laborais. Nesse grupo, 65,9% dos participantes relataram o desejo de mudar de profissão.
Afastamentos
Além da falta de dados específicos sobre a frequência do burnout na carreira docente, outro fator que colabora para a dificuldade de traçar um panorama sobre a gravidade do problema é que os registros médicos dos afastamentos não contemplam o termo porque a síndrome não está catalogada dessa forma no Código Internacional de Doenças (CID); existe apenas a denominação “esgotamento” (sob o número Z73-0). “No Brasil, os afastamentos recebem registros diversos, menos burnout, pois esgotamento, somente, não caracteriza a doença e os dados sobre este tipo de afastamento tecnicamente não servem para corroborar as estatísticas sobre incidência de burnout”, esclarece Jbeili.
Todavia, é evidente a prevalência dos problemas de saúde nos afastamentos dos profissionais da educação, com importantes índices de estresse e burnout, segundo o artigo Burnout docente e seu reflexo no ensino, apresentado por Ana Benevides-Pereira no X Congresso Internacional de Educação (Educere), realizado no ano passado na PUC-PR. Dados da Gerência de Saúde do Serviço de Saúde e Perícia Médica em Belo Horizonte (MG), citados no mesmo trabalho, exemplificam esse contexto. Dos funcionários afastados por motivo de saúde no período de maio de 2001 a abril de 2002, 84% eram educadores, dentre os quais predominavam os transtornos mentais. 
Essa pesquisa foi realizada por Sandra Maria Gasparini, Sandhi Maria Barreto e Ada Ávila Assunção, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Muitos fatores ajudam a explicar a vulnerabilidade dos professores aos problemas relacionados ao estresse, como sobrecarga de trabalho, baixa remuneração, indisciplina dos alunos, violência na escola, estrutura precária, falta de apoio da direção da escola e dos pais dos estudantes, entre outros. “Creio que o desprestígio da profissão é uma coisa que vem aumentando dia a dia. (...) A sociedade vem cobrando cada vez mais competências do professor, não só relativas ao próprio conhecimento que ele tem, mas também outras que muitas vezes ultrapassam a capacidade dele. São muitas cobranças e pouco reconhecimento, inclusive financeiro”, discorre a líder do Gepeb.
Todos esses elementos, além de um episódio de ameaça de um pai e de violência verbal de uma aluna, contribuíram para que a professora Polyana Andreza da Silva chegasse à exaustão máxima e tivesse que ser afastada temporariamente da sala de aula. No caso dessa educadora, a cura para o problema consistiu em se distanciar do trabalho.
Apesar de acreditar que não seria mais capaz de retomar suas atividades como docente, Polyana reencontrou o prazer de lecionar em uma escola em outra cidade (conheça toda a história da educadora lendo a entrevista na página 26). Essa é uma característica bastante particular do burnout: os afetados pela síndrome melhoram quando se afastam do ambiente profissional, diferentemente, por exemplo, dos pacientes em depressão.
Porém, ao contrário de um episódio isolado de estresse, basta o professor cogitar a retomada do seu trabalho para que o burnoutreapareça se não tiver sido tratado.
Segundo Chafic Jbeili, o tratamento da síndrome se faz a partir da terapia médica e psicológica. Medicamentos para sintomas ligados à depressão e à ansiedade, por exemplo, podem ser necessários em alguns casos. 
O tempo médio de tratamento pode variar de um mês a dois anos ou até mais, dependendo do estado geral de saúde de cada paciente e da disciplina em seguir a orientação dos especialistas. “Quanto mais resistir e demorar para buscar ajuda, pior fica o burnout, podendo surgir comorbidades como insônia e até diabetes. No entanto, quanto antes for identificada e tratada, mais rápida e tranquila será a recuperação”, ressalta o especialista.
Além do burnout não estar catalogado no CID, nem sempre é simples identificar o problema. Para a psicóloga Márcia Regina Biscaia Virtuoso, gerente da área de Psicologia e Serviço Social do Departamento de Saúde Ocupacional, da Secretaria de Recursos Humanos da Prefeitura de Curitiba (PR), é difícil que o estresse e outras disfunções estejam relacionados apenas às condições de trabalho. “Não é só laboral. Nas avaliações que fazemos com os servidores percebemos que o adoecimento psíquico não é apenas resultado do trabalho, mas de uma conjuntura de fatores, como condição socioeconômica e problemas familiares.”
As doenças mentais e comportamentais, conhecidas como “CID F” (porque estão relacionadas nessa letra no Código Internacional de Doenças), são a primeira causa de afastamento dos trabalhadores em educação da rede municipal de ensino da capital paranaense.
Para lidar com essa realidade, existe, desde 2005, o Programa Saúde Mental do Servidor, que em todas as suas atividades inclui orientações para o gerenciamento do estresse, além de grupos psicoeducativos, voltados exclusivamente para os educadores. 
Para a psicóloga Margareth Cristina Bolino, gerente de Saúde Ocupacional do Núcleo de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, que coordena os trabalhos realizados com os servidores da educação, a profissão docente é estressante porque envolve a formação humana, mas o professor precisa estar preparado para lidar com o cenário atual e ter flexibilidade para se adaptar às mudanças. “O professor tem que ter essa predisposição para ficar menos suscetível ao estresse.”
Gestão 
Um aspecto salientado no artigo de Ana Benevides-Pereira e que deve ser levado em consideração é a relação entre ambiente organizacional e a síndrome de burnout. Apesar de estarem sob as mesmas condições de determinado sistema de ensino, algumas escolas apresentavam, nos estudos analisados, significativos casos de burnout enquanto outras não possuíam nenhuma ocorrência. “Apesar de os professores serem regidos por normas comuns, desenvolverem o mesmo tipo de trabalho, o modo de gestão, assim como o suporte recebido pela direção e colegas de trabalho, bem como o clima organizacional, são fatores que devem ser observados”, escreve a professora no artigo.
Por outro lado, o inverso também pode ser verdadeiro: em um mesmo local de trabalho alguns professores adoecem enquanto outros continuam motivados com seu ofício, o que, segundo a especialista, teria relação com constructos como resiliência e comprometimento (engagement), características passíveis de serem desenvolvidas.
 Os especialistas afirmam que não existe remédio mais eficaz contra a síndrome do burnout do que a prevenção, que significa aprender a controlar o estresse, manter uma rotina saudável, buscando evitar o excesso de trabalho, não deixar de lado as atividades de lazer, dividir os problemas com os colegas e procurar tratamento quando alguns dos primeiros sintomas aparecerem, não postergando solicitar ajuda para que o quadro não se complique. O importante mesmo é não deixar o “copo transbordar”.  

Sinais de alerta para a síndrome de burnout

Sintomas somáticos (físicos):
- Exaustão (esgotamento físico temporário);
- Fadiga (capacidade física ou mental decrescente);
- Dores de cabeça;
- Dores generalizadas;
- Transtornos no aparelho digestório;
- Alteração do sono;
- Disfunções sexuais.

Sintomas psicológicos:
- Quadro depressivo;
- Irritabilidade;
- Ansiedade;
- Inflexibilidade;
- Perda de interesse;
- Descrédito (sistema e pessoas).

Sintomas comportamentais:
O professor:
- Evita os alunos;
- Evita fazer contato visual;
- Faz uso de adjetivos depreciativos;
- Dá explicações breves e superficiais aos alunos;
- Transfere responsabilidades;
- Faz contratransferência, ou seja, reage às provocações em papéis distintos do papel de educador;
- Resiste a mudanças.

Consequências mais comuns:
- Apatia ou cinismo nos diálogos;
- Dificuldade em desempenhar papéis;
- Diminuição dos contatos sociais;
- Desvalorização do lazer;
- Negligência nos cuidados pessoais;
- Automedicação (agrava o quadro);
- Resistência em buscar ajuda.
Fonte: Cartilha Burnout em Professores, elaborada pelo psicanalista e especialista em Psicopedagogia Chafic Jbeili e disponibilizada pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região.
 Publicado em 04 Junho 2013
+ Na webAssista o vídeo da professora e pesquisadora Ana Maria Teresa Benevides-Pereira sobre burnout emwww.youtube.com/profissaomestre.

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Professores são principais vítimas de DORT

Doenças Ocupacionais
Segundo estudo, professores são principais vítimas de DORT

 A demanda por mais trabalho, mais produtividade, exigência de qualidade e aumento da jornada estão levando cada vez mais pessoas a apresentarem distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). 
Pesquisadores da Bahia, conduzidos pela professora da União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME) Daniela Dias, investigaram a prevalência de DORT entre professores. Segundo eles, na profissão de professor, gestos críticos, posturas inadequadas e condições ergonômicas errôneas podem ser fatores predisponentes 


A pesquisa "Prevalência da síndrome do ombro doloroso (SOD) e sua influência na qualidade de vida em professores de uma instituição privada de nível superior na cidade de Lauro de Freitas, Bahia" foi publicada em dezembro de 2010 na Revista Baiana de Saúde Pública. Segundo os autores, a síndrome do ombro doloroso é caracterizada por dor e impotência funcional em graus variados e acomete estruturas responsáveis pela movimentação do ombro. Esta é classificada pelas patologias: síndrome do impacto (SI), tendinites, capsulite adesiva (CAO) e artropatias.

Como explicam no estudo, escrever no quadro-negro por longo período com elevação dos membros superiores acima da cabeça, digitar provas e aulas, corrigir trabalhos e provas, entre outras atividades, levam a um estresse biomecânico no ombro. Isso predispõe a lesões e leva a sensações desagradáveis tanto do ponto de vista físico como mental. "Os profissionais que trabalham com os membros superiores elevados têm um risco 7,9 vezes maior para distúrbios musculoesqueléticos do que aqueles que não trabalham nessa posição", afirmam os pesquisadores no estudo.

O estudo foi realizado com 97 professores. A prevalência dos que já sentiram dor no ombro foi de 60%, dos quais os diagnósticos mais frequentes foram: tendinite, tendinose, síndrome do impacto e bursite com 16,5%. A prevalência de dor no ombro atual foi de 36,5%.

"A SOD predominou no grupo das mulheres, compatível com relatos prévios em estudos nos quais encontrou-se que as mulheres são mais vulneráveis a lesão no ombro devido a fatores como: menopausa e menos massa muscular em membro superior (MS) para dar suporte à articulação do ombro", dizem.

Segundo os pesquisadores, outro estudo que investigou as atividades de professores do ensino fundamental e sintomas osteomusculares relacionados ao trabalho revelou que a qualidade de vida apresentou-se particularmente comprometida nas dimensões dor, vitalidade e aspectos emocionais. "Percebeu-se também que as atividades ocupacionais que demandam inclinação do tronco, postura estática, carregar pesos e manter um dos membros superiores elevado foram consideradas as tarefas mais fatigantes em relação ao sistema osteomuscular", afirmam na pesquisa.

FONTE:http://www.protecao.com.br/noticias/doencas_ocupacionais/segundo_estudo,_professores_sao_principais_vitimas_de_dort/J9y5Acji/10944

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domingo, 16 de outubro de 2016


Você sabe como surgiu o dia do Professor?


O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”.
Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.
Fonte : http://www.revistapazes.com/voce-sabe-como-surgiu-o-dia-do-professor/
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Sou professor

Ser professor é uma função de aposta no futuro


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Leandro Karnal
"Ser professor é apostar na esperança. É trabalhar com algo que não está pronto ainda. É entender-se parte de um processo de transformação. Ser professor é uma função de aposta no futuro. Ser professor é uma capacidade de observar a plenitude do ser ainda na sua fase inicial. E, acima de tudo, de controlar seu narciso para apostar num indivíduo que possa se desenvolver."
Fonte : http://tvcultura.com.br/acontece/167_o-que-e-ser-professor-para-voce.html

Ser professor não é só uma profissão

O QUE É SER PROFESSOR ????
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Mario Sergio Cortella
"Professor é aquele que partilha o que sabe, procura o que não sabe, pratica o que ensina, pergunta o que ignora e vai em busca daquilo que é a capacidade de não ser exclusivo. Isso é a docência: uma maneira de existir. Não é só uma profissão. Por isso, ela tem em si a palavra doce."
Fonte :  http://tvcultura.com.br/acontece/167_o-que-e-ser-professor-para-voce.html

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Deputado Giannazi solicita sanção da PL 94/2016 em Santo André

Tendo em vista o comprometimento do governo municipal de Santo André com a causa dos readaptados deputado  solicita sanção da PL 94/2016

O   deputado   Giannazi e    a    professora Rosi Tomura presidente da  ASPRESP consideram  as  recente  ações da secretaria da educação de Santo André como um "avanço  considerável" no respeito pelo professor readaptado.
A "escuta sensível" do secretario da educação Gilmar Silvério após a leitura  do "Dossiê  segundo a visão       de uma professor readaptado de Santo André"  da professora   Maria do Socorro Souza da Silva, o que possibilitou a formação  de uma Comissão de      professoras readaptadas    para discutir  os  problemas  e possíveis soluções  na rede municipal de Santo André,além   da criação de  um projeto de reabilitação que ainda está engatinhando mas que é inédito em todo país.
A última   conquista deste grupo foi  a  aprovação   do Projeto de Lei 94/2016 da vereadora Elian Santana (SDD)  por unanimidade  na Câmara Municipal de Santo André,que  garante  aos readaptados da  rede municipal  de  ensino da cidade  o direito à aposentadoria especial.
O projeto seguiu para a sanção do prefeito e tendo em vista o comprometimento do governo municipal de Santo André com a causa dos readaptados o deputado Carlos Giannazi (PSOL) solicita sanção da PL 94/2016 através de oficio endereçado ao Prefeito Carlos Grana (PT). 
Segundo  Giannazi "Ainda há o que conquistar, muito  que fazer e muita coisa para se corrigir.
Mas os passos são fortes e firmes na mesma direção...Avante, professores e professoras readaptados/as. Em busca de seus direitos, sonhos e qualidade no ambiente de trabalho."

Ofício enviado :
São Paulo, 05 de outubro de 2016.
Ofício CG-A 148/2016.

Assunto: projeto de lei 94/2016.

Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal de Santo André,
Carlos Grana.

Praça IV Centenário, 1 - Paço Municipal
Santo André – SP
CEP 09.015-080

                                                         Estamos encaminhando a Vossa Excelência pedido de sanção ao Projeto de Lei 94/2016, da Vereadora Elian Santana, recentemente aprovado pela Câmara Municipal deste município.
                                                        
                                                         O PL, como é do conhecimento de Vossa Excelência, trata de assunto extremamente caro aos professores readaptados da carreira do magistério municipal de Santo André, reconhecendo a estes servidores e servidoras o direito e a garantia à aposentadoria especial do magistério, comum aos demais professores.

                                                         Na prática, o que vem acontecendo em muitos Estados e Municípios é uma leitura torta, mecânica e maldosa da expressão “efetivo exercício”, o que faz com que inúmeros servidores da educação, todos voltados para a educação que se realiza na escola, sejam prejudicados e tenham seu direito à aposentadoria especial negado.

                                                         Distorcem a interpretação da emenda constitucional que trata da aposentadoria dos educadores e tiram direitos estabelecidos em carreira.

                                                         Sabemos todos que os professores readaptados são tão professores de carreira quanto os demais. Apenas tiveram o infortúnio de ficarem sem condições de atuar estritamente em sala de aula, sendo que, na maioria das vezes, esse infortúnio se deve muito às condições de trabalho.

                                                         Neste sentido, professores por opção e por escolha de carreira não devem ser culpados pela readaptação.
Esta condição  é desfavorável do ponto de vista de sua saúde, do seu trabalho, da sua satisfação e da sua relação com seus colegas de trabalho – que nem sempre compreendem este contexto que pode, inclusive, afetar qualquer um dos membros da carreira. Não é escolha do professor ser readaptado. É acaso e infortúnio. E nesse sentido não pode e não deve ser mais penalizado do que já é.

                                                         No Estado de São Paulo, por exemplo, a maior rede pública de educação, a Secretaria Estadual de Educação impõe prejuízos à carreira do professor readaptado, limita direitos e não faz nenhum trabalho para recuperar a autoestima e a re-capacitação para outras atividades educacionais na escola. Deixa-os à própria sorte – ou infortúnio – e impõe pesados prejuízos, um deles a perda da aposentadoria especial. Interessante notar que, em decorrência desse abuso patronal da educação paulistana, os professores e professoras readaptados/as do Estado de São Paulo vem se organizado em torno de uma entidade – ASPRESP Associação dos Professores Readaptados do Estado de São Paulo – em busca do respeito e dos direitos, seja através de argumentos ou na justiça.

                                                         Sensibiliza-nos o fato de que a Câmara Municipal deste glorioso município entendeu esta situação e aprovou o citado Projeto de Lei 94/2016, proposto pela Vereadora Elian Santana, que trata do assunto, garantindo aos professores o direito à aposentadoria especial do magistério. Sábia decisão dos nobres vereadores desta Câmara.

                                                         Neste momento, certos também de que Vossa Excelência é portador desta mesma sensibilidade, vimos solicitar todo o seu empenho para que o referido projeto de lei seja sancionado e coloque Santo André, junto a outros municípios, como pioneiros na garantia deste direito aos seus professores/as readaptados/as.

                                                         Com nossos votos de estima e consideração, subscrevemos atenciosamente.
Carlos Giannazi


Deputado Estadual