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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

ABUSOS DE EQUIPES GESTORAS" AFASTAM" PROFESSORES DE ESCOLAS DE TEMPO INTEGRAL

Finalmente alguns professores decidiram denunciar abusos de uma "equipe gestora"na rede estadual de São Paulo que trata professores e  com ameaças,pelo fato de ter o "poder de aceitar ou não o projeto pedagógico pra a escola de tempo integral ". Não é novidade que diretores de escolas de tempo integral abusam do poder de dispensar professores por causa da proposta da escola de tempo integral que é baseada em projetos.Alguns atribuem aulas para "amiguinhos"e e a famosa turminha dos puxa -saco desconsideram outros projetos apresentados. As Diretorias de ensino deveriam fiscalizar tais procedimentos,pois são notórios na rede.

Alguns professores fartos da situação estão abandonando tais escolas e colocando 

a boca no trombone. E ai...A SEE vai fazer alguma coisa ????

Veja a reportagem:

Em 18 meses, 16 professores deixam escola em S.Bernardo



Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC
Denis Maciel/DGABC
Docentes da EE Professora Faustina Pinheiro Silva, no bairro Demarchi, em São Bernardo, denunciam problemas de relacionamento profissional com a equipe gestora da unidade de ensino. Pelo menos 16 educadores teriam deixado a escola nos últimos 18 meses por não concordarem com situações como gritos, ameaças e perseguição. A Secretaria da Educação do Estado garante que irá acompanhar a unidade para averiguar a conduta dos funcionários e da equipe gestora.
unidade de ensino funciona em tempo integral e atende cerca de 200 alunos do Ensino Fundamental. O receio dos pais, bem como dos próprios estudantes, é de que a constante troca de professores na escola prejudique o aprendizado. “Só neste ano já trocou o professor de Português três vezes. A gente perde tempo enquanto fica com o substituto até chegar o novo e dar continuidade ao trabalho”, destaca estudante de 14 anos do 9º ano do Ensino Fundamental.
De acordo com uma professora da unidade de ensino, que prefere não ter o nome divulgado, o ambiente de trabalho é inadequado. “Professores são coagidos e amedrontados pela equipe de gestão autoritária. Fui confrontada pela diretora em plena sala de aula, na frente dos alunos, do porquê de eles estarem agitados. Outras vezes, o porquê de tê-los deixado entrar atrasados em minha aula após o intervalo. Foram episódios que fizeram com que me sentisse não só constrangida, mas profundamente humilhada e injustiçada por tamanha falta de ética”, desabafa.
Outra docente, que também prefere não se identificar, revela episódio em que foi impedida de utilizar material da escola. “Certa vez estava imprimindo plano de aula semanal na impressora da sala dos professores e a coordenadora gritou comigo para que eu não mexesse na impressora dela. Agora me pergunto: a impressora não seria do Estado e para uso dos professores?”, diz.
Outra reclamação está relacionada ao fato de professores não poderem se impor. Segundo as educadoras ouvidas pela equipe do Diário, aquelas que discordam ou reclamam são perseguidas ou cessadas de suas atividades. “A supervisora da escola me chamou para uma conversa e me ameaçou dizendo que iria pedir para que a mãe de um aluno formalizasse uma reclamação contra mim e que isso poderia me prejudicar, culminando, inclusive, em exoneração do meu cargo titular”, revela uma das profissionais.
Sindicato docente oferece apoio jurídico
A partir do conhecimento dos problemas enfrentados pelos educadores da EE Professora Faustina Pinheiro Silva, a subsede da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) destaca que coloca seu serviço jurídico à disposição das docentes para o auxílio necessário.
“Temos advogados para cuidar dessas questões, mas é importante ressaltar que os professores também precisam querer ser ajudados. Efetuar a denúncia e entrar com a ação, se for o caso”, destaca a diretora da Apeoesp na cidade, Vera Zirnberger.
Procurada, a Secretaria da Educação do Estado afirmou que não compactua com abusos dentro das escolas e, juntamente com a Diretoria de Ensino, acompanhará a unidade para averiguar a conduta dos funcionários e da equipe gestora. A Pasta ressaltou ainda que o processo para atuar nas escolas de tempo integral é opcional e os professores e gestores convocados devem ter dedicação exclusiva. Para tanto, recebem gratificação de 75% sobre o salário-base.
Nas escolas com o modelo, a jornada dos alunos é de oito horas e meia no Ensino Fundamental e nove horas e meia no Ensino Médio, incluindo três refeições diárias. Os professores e gestores atuam em apenas uma unidade, totalizando 40 horas semanais.

Fonte : http://www.dgabc.com.br/Noticia/1034874/em-18-meses-16-professores-deixam-escola-em-s-bernardo?referencia=minuto-a-minuto-topo

domingo, 2 de novembro de 2014

Filme aborda educação para a liberdade responsável

Eu recomendo este vídeo.Vale a pena !!!!

Filme aborda educação para a liberdade responsável. Assista

Documentário “Quanto Sinto que Já Sei é ‘não’” apresenta projetos que usam novos modelos de educação
por Xandra Stefanel publicado 01/11/2014 09:58, última modificação 01/11/2014 11:18
DIVULGAÇÃO
Projeto Ponte
O filme mostra que é possível à escola promover a participação cidadã, a autonomia e a afetividade
A escola tradicional acompanha as mudanças que ocorrem na sociedade? A resposta de todos os entrevistados do documentário Quando Sinto que Já Sei é “não”. Dirigido por Antonio Sagrado Lovato, Raul Perez e Anderson Lima, o longa-metragem é um projeto independente que apresenta escolas e projetos que usam novos modelos de educação. Educadores, pesquisadores e as próprias crianças mostram que é possível à escola promover a participação cidadã, a autonomia e a afetividade, e ser, enfim, mais humana. “Porque a educação não se faz ‘para’ a cidadania e sim ‘na’ cidadania, no exercício da liberdade responsável, para perceber o que somos, onde estamos e onde vamos com o outro”, afirma José Pacheco, educador e idealizador do Projeto Ponte, em Portugal, e colaborador do Projeto Âncora, em Cotia (SP). O filme foi financiado coletivamente e agora está disponível de graça. Assista.

Quando sinto que já sei







Muito interessante para reflexão sobre a educação brasileira !

'Sinto que o Estado quer me enterrar viva', diz professora readaptada

Por Cristiane Capuchinho - iG São Paulo  - Atualizada às 

Professores readaptados relatam o sentimento de inutilidade e contam casos de assédio moral e de preconceito na escola

Desde dezembro de 2013, professores readaptados da rede estadual se reúnem pela internet para compartilhar experiências, dificuldades e informações sobre sua categoria. Readaptados são professores que deixaram a escola por problemas como depressão ou doenças ortopédicas e, por não terem condições de voltar à sala de aula, são recolocados na escola para outros trabalhos.
Na rede estadual de São Paulo, 14.340 professores estavam fora das salas de aula em maio de 2013. O número de docentes readaptados após licença médica cresceu 25% em 2 anos: eram 11.872 em 2011. O problema se repete em redes municipais e também em outras redes estaduais do país. No caso da cidade de São Paulo, 5.647 docentes – o que corresponde a 9,7% da rede – estavam readaptados em março de 2012, segundo o Atlas Municipal de Gestão de Pessoas da Prefeitura de São Paulo 2013. 
Sem função clara dentro da escola, os docentes relatam cumprir serviços de telefonista e de secretária, sofrerem preconceito e até assédio moral. O iG conversou com algumas das professoras para saber quais os principais problemas que enfrentam. Confira abaixo.
'Me sentia deslocada, como um peixe fora d'água'
Acervo pessoal
Rosi Tomura (à esq.) e Grizélia Gonçalves fazem parte do grupo de readaptados
A professora Glizélia Gonçalves, 34, está readaptada em escola estadual da capital paulista desde 2012 por problemas na coluna que a obrigam a usar bengala. Trabalhando em uma escola cheia de escadas, a professora conta que só restou a ela ficar na secretaria da escola.
"Eu me sentia deslocada, como um peixe fora d'água. Nunca tive pretensão de fazer trabalho burocrático. Sem falar que o problema na coluna me deixa muito limitada quanto a fazer esforços físicos, isso passa a impressão para os gestores da escola de que não quero trabalhar."
Nesse período, Glizélia conta ter sido vítima de assédio moral. "Pegava dois ônibus para ir trabalhar, machucando a coluna no trajeto, para chegar lá e ouvir que eu não servia para nada. Ouvir a vice-diretora gritar comigo, como se eu tivesse culpa por ter ficado doente. Eu superei muitas coisas na minha vida, mas não sobrevivi à readaptação. Às vezes, eu sinto que o Estado quer me enterrar viva."
Após isso, a professora diz que desenvolveu síndrome do pânico. "[A vice-diretora] não aceitava minhas limitações físicas. Às vezes, fazia até piadinhas pelo fato de eu não ser tão ágil quanto elas. Dava a impressão que ela odiava conviver com uma pessoa doente ou limitada. Comecei a passar muito mal no horário de ir trabalhar, tinha crise de falta de ar, palpitações etc."
Hoje, Glizélia está afastada após perder a visão de um dos olhos e aguarda cirurgia no Sistema Único de Saúde.
'Perdemos nossa identidade, não sabemos mais quem nós somos'
Acervo pessoal
A professora Maria do Socorro Silva foi readapta por problemas ortopédicos
Professora em Santo André, Maria do Socorro Silva, 50, teve que se afastar da sala de aula por causa de problemas ortopédicos. Desde 2006 faz parte da categoria de readaptados. Ao longo de oito anos, a professora conta que desempenhou diversas atividades ligadas aos alunos: "trabalhei na biblioteca, na sala de informática, organizava as festas dos alunos".
Após um desentendimento com o diretor da escola em dezembro de 2013, a professora conta que ficou sem função dentro da escola. "Sofri assédio moral. Sofri perseguição. E cada dia que eu ia para a escola e não me era atribuída uma função, eu registrava", conta.
"Quando eu estava trabalhando com a parte pedagógica, eu tinha estímulo para estar lá, eu ia trabalhar feliz. Nesse período desde dezembro, eu lutei diariamente para não entrar em depressão." O que Maria do Socorro quer é uma função na área pedagógica para que possa aproveitar seus conhecimentos no ensino. "O limbo é exatamente onde estamos. Nós perdemos nossa identidade, não sabemos mais quem nós somos."
'Sinceramente, não sei o que faço na escola'
Acervo pessoal
Professora K. Silva, readaptada na rede estadual de São Paulo
Com problemas ortopédicos por conta de obesidade mórbida, diabetes e tomando antidepressivos, a professora K. Silva, 53, tem experiências bastante diferentes entre dois momentos em que foi readaptada na rede estadual de São Paulo.
"Na primeira readaptação, ajudava na secretaria, na biblioteca, junto à direção e à coordenação. Elaborava excursões, festas e passeios, e ajudava a fazer, por exemplo, o Plano de Gestão da Escola. Me sentia bem útil. Quando voltei desta vez a ser readaptada, me sinto inútil, pois não tenho uma função estipulada. Hoje sinceramente não sei o que faço na escola. Procuro atividades que possam auxiliar minhas colegas em sala de aula. Ligo e desligo datashow, abro a biblioteca pela manhã", afirma.
K. diz que gostaria de voltar a ajudar professoras, mas é impedida pela equipe gestora da unidade. "A pior coisa é levantar cedo e não ter nada para fazer ao certo." "Poderia auxiliar mais as professoras na parte pedagógica, pesquisando temas que elas necessitassem em suas aulas. Sei da grande dificuldade que é estarmos lecionando e ainda termos tempo para pesquisar novas atividades, recursos para melhorarmos nossas aulas", sugere.
Fonte :http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-10-30/sinto-que-o-estado-quer-me-enterrar-viva-diz-professora-readaptada.html

Após licença médica, 14 mil professores não voltam às salas de aula de SP

 Por Cristiane Capuchinho - iG São Paulo | 30/10/2014 09:00 - Atualizada às 31/10/2014 10:34

Sem função definida dentro da escola, docentes readaptados se sentem depreciados e sofrem preconceito de colegas

Marcos Santos/USP
Número de professores readaptados cresceu 25% entre 2011 e 2013
Na rede estadual de São Paulo, 14.340 professores estavam fora das salas de aula em maio de 2013. O número de docentes readaptados após licença médica cresceu 25% em 2 anos: eram 11.872 em 2011.
Os dados sobre os professores readaptados são da pesquisadora Sandra Noveletto Antunes em seu estudo "Mal-estar e adoecimento docente na escola pública paulista: um panorama preocupante", publicado em agosto.
Readaptados são professores que deixaram a escola por problemas como depressão ou doenças ortopédicas e, por não terem condições de voltar à sala de aula, são recolocados na escola para outros trabalhos. Sem função clara dentro da escola, os docentes relatam cumprir serviços de telefonista e de secretária, sofrerem preconceito e até assédio moral.
"A pesquisa encontrou fortes indícios de que o aumento desse fenômeno de readaptações seja provocado pelas condições de trabalho enfrentadas pelos professores. Os professores estão sobrecarregados, desmotivados, sentindo-se desvalorizados", explica a pesquisadora.
O problema se repete em redes municipais e também em outras redes estaduais do país. No caso da cidade de São Paulo, 5.647 docentes estavam readaptados em março de 2012, segundo o Atlas Municipal de Gestão de Pessoas da Prefeitura de São Paulo 2013. O número representa 9,7% dos professores da rede na época.
Fora da sala de aula, readaptado sofre preconceito
Quando voltam para a escola no programa de readaptação, os professores passam por perícia médica para atestar quais atividades podem exercer dentro da escola. O readaptado deveria ser colocado em função pedagógica, o problema, segundo a terapeuta e pesquisadora do tema Amanda Macaia, é que esse "rol de atividades" não deixa claro quais são as funções que o profissional pode cumprir e isso fica a cargo da gestão da escola.
Assim, os readaptados muitas vezes são designados pelo diretor para ajudar na secretaria, atendendo telefones e cumprindo burocracias, na inspeção de alunos ou mesmo na cozinha. 
Eu jamais queria ter ficado doente. Queria ter minha sala, ter meus alunos. E não ficar jogada igual eu fico
"[A colocação em atividades pedagógicas] depende muito das relações sociais que o adaptado tem dentro da escola, então ele fica dependente. Também há um problema que é o laudo não ajudar o diretor a incluir o readaptado na escola", afirma Macaia, que estudou o tema na rede municipal de São Paulo.
Fora de função, os readaptados deixam de ser vistos como professores por seus colegas. Macaia explica que essa situação dá origem à discriminação do profissional, que às vezes é tido como acomodado. A mesma situação é relatada por Antunes, na rede estadual. 
"Na recolocação desse profissional em outras atividades, cujas funções não pertencem ao docente concursado e qualificado, a situação mostra-se insatisfatória e depreciativa. O professor vítima da degradação das condições de trabalho impostas pelas políticas públicas educacionais, além do próprio adoecimento, sofre na readaptação com auto-culpabilização, isolamento, estigmatização, preconceito e discriminação", indica Sandra Antunes.
'É como se eu fosse uma inútil', afirma readaptada
Acervo pessoal
Professora Rosi Tomura com o deputado Carlos Giannazi em reunião na Alesp
Após uma crise de depressão profunda desencadeada por um caso de violência com alunos de sua escola, a professora Rosi Tomura, de 48 anos, voltou à escola em 2002, com um quadro de fobia social controlado à base de antidepressivos.
Apesar das dificuldades para vencer seus medos, ela conta que por anos ajudou no cuidado da sala de leitura da escola em que trabalha em Mococa (SP). Mas, em 2013, a diretoria resolveu trocá-la de função e aí recomeçou seu calvário.
"A diretora não falou comigo. Em janeiro, eu cheguei na escola e tinha duas pessoas na sala de leitura. Uma delas me disse que achava que eu não ia mais trabalhar ali. Ela falou isso e eu fiquei sem saber o que fazer, o que ia ser da minha vida."
Rosi relata que após procurar a diretora, essa apenas confirmou que não era para ela continuar na sala de leitura. "Como não tinha o que fazer, ela disse 'você distribui o material quando alguém pedir'." E assim ela conta que passou os últimos dois anos dentro da sala de almoxarifado, sem função a maior parte do tempo. "Subestimam minha capacidade. É como seu eu fosse uma inútil. Eu pensava 'não sirvo mesmo para nada'."
"Eu jamais queria ter ficado doente. Queria ter minha sala, ter meus alunos. E não ficar jogada igual eu fico, sem opção", afirma.
Após quase dois anos em que diz ter enfrentado a piora de seu quadro depressivo, Rosi voltou a exercer funções pedagógicas sob coordenação de uma nova diretoria na escola. Agora a professora ajuda na mediação de conflitos.
Temporários não fazem parte das estatísticas
Segundo Sandra Antunes, o número de 14 mil professores readaptados na rede estadual engloba apenas os professores efetivos e não há registos dos afastamentos no caso de docentes temporários. "O número de afastamentos temporários, por meio de licenças médicas, na rede estadual é enorme, mas infelizmente, não são contabilizados e não há controle sobre isso. Entretanto, crescem as denúncias sobre a falta de professores nas escolas."
A rede paulista tem atualmente 240 mil professores, desses 56 mil são temporários, segundo dados conseguidos por Lei de Acesso à Informação e publicados pelo jornal Folha de S.Paulo. A Secretaria Estadual de Educação não informou o número atual de professores readaptados, como é feita a readaptação e se esses profissionais podem exercer funções que não sejam pedagógicas.
Em nota enviada após a publicação da reportagem, a secretaria afirma que "garante que a valorização dos profissionais que atuam na maior rede de ensino do País está entre suas prioridades e, por isso, criou em 2013 um modelo inédito de perícias, com unidades próprias da Educação para atendimento a profissionais que atuam nas 5 mil escolas estaduais. Atualmente, são 35 unidades criadas com o objetivo de agilizar o atendimento e também a readaptação dos servidores".
A nota diz ainda que os "professores readaptados da Secretaria da Educação têm, entre outras funções, a atuação nas salas de leitura da rede, espaço de extrema importância para a ampliação do repertório intelectual e cultural dos estudantes".

Fonte 
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-10-30/apos-licenca-medica-14-mil-professores-nao-voltam-as-salas-de-aula-de-sp.html

VETO DO GOVERNADOR NÃO AUTORIZA A CONTRATAÇÃO DE PSICOLOGOS PARA ATUAREM NAS ESCOLAS DA REDE ESTADUAL





Li no site da RedePsi  uma reportagem do ano passado que denuncia  o veto do o Projeto de Lei 442/07 de autoria da deputada Ana do Carmo (PT) pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), este projeto foi aprovado no final de 2012, o PL autorizava a Estado a criar cargos de psicólogo e assistente social nas escolas estaduais da educação infantil, fundamental e ensino médio, confesso que me surpreendeu um projeto deste “passar” pelos deputados estaduais da base governista que só votam projetos do interesse do governo, esse pessoal não deixa nada passar é como se fossem eleitos para representar o governador e não o povo que depositou um voto de confiança neles.O "cochilo" dos governistas, neste caso obrigou o governador a entrar em ação com o veto, contradizendo as promessas de campanha em relação a mudanças na educação publica do estado, que continua a amargar com baixos índices de proficiência nas avaliações nacionais, internacionais e do próprio estado como é o caso do SARESP.

Segundo o site RedePsi, o secretário ignorou o ofício solicitando audiência e não chamou os representantes das entidades para uma reunião.

A justificativa do governador em relação ao veto é que o intuito do governo é evitar novos custos e de que esses serviços já são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos conselhos tutelares.

O veto da PL que autoriza o Estado a criar cargos de psicólogo e assistente social nas escolas estaduais é uma vergonha! A SEE mais uma vez ignorou uma PL que visa melhorar a educação do Estado, provavelmente por julgar que nossas escolas publicas não possuem problemas e o argumento do governador é no mínimo hilário, pois quer “evitar novos custos”.

Esse mesmo governo que busca “evitar custos”, no mês de junho (13),quando as atenções dos paulistas estavam focadas no boicote contra  copa do mundo e nas manifestações populares ,saiu publicado no Diário Oficial do Estado a compra de 5.200 assinaturas semestrais da revista Veja para serem distribuídas nas escolas da rede pública sem licitação.
Segundo o site da Rede Brasil, o” valor contratado foi de R$ 669.240,00, a ser desembolsado em nome da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, órgão do governo estadual.”
Só para lembrar, a revista Veja não possui um perfil editorial educativo e não está direcionada para a faixa de estudantes do fundamental I e II, geralmente estas revistas nem chegam às salas de aula, pois seu conteúdo nem sempre é apropriado para crianças, geralmente grande parte destes exemplares comprados para as escolas ficam encostados em alguns ambientes da escola, isso na realidade é improbidade administrativa.

O argumento do governador de evitar novos custos na educação em relação à presença do psicólogo na escola e a contratação das assinaturas da revista Veja por uma quantia considerável sem licitação mostra nitidamente a politica educacional vergonhosa do estado de São Paulo.

Qual a importância de um Psicólogo na Escola?

Nas últimas décadas percebe-se que esta politica de evitar novos custos com a prevenção de problemas na educação tem gerado outros problemas ainda mais sérios e preocupantes como o consumo de crack entre alunos do fundamental I.

A presença de um psicólogo na escola seria uma abordagem de ação preventiva na educação e na formação de nossos alunos, isso porque a Psicologia Escolar sai do foco do tratamento e correção para "antecipar-se” aos mais variados problemas do cotidiano escolar e da práxis pedagógica na escola. A concepção de um psicólogo no contexto educacional se dá como um “agente de mudanças”
.
A Prof.ª Carmem Silvia de Arruda Andaló do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina define o psicólogo na escola como “um elemento catalizador de reflexões, um conscientizador dos papéis representados pelos vários grupos que compõem a instituição”.

A escola atual é um verdadeiro “cadinho” de problemas sociais, as queixas básicas comumente encontradas entre os docentes referem-se ao desinteresse, à dispersividade e apatia dos alunos em relação à aprendizagem e aos estudos gerando baixo rendimento.

A comunidade escolar como um todo tem dificuldades em lidar também com a agitação a agressividade e a rebeldia refletindo os mais variados graus de violência física, emocional e social no interior da escola.
Entre os educandos destacam-se as dificuldades na relação professor-aluno, isso porque a tendência geral da escola é sempre focar as causas destas dificuldades nos alunos. 

Neste contexto conflituoso da escola atual, o maior desafio é a superação da dificuldade de diálogo entre a família e a escola, nessa perspectiva o psicólogo na escola como agente de mudanças, poderia desfocar a atenção sobre o outro como único culpado pelos problemas no contexto escolar, propiciando uma visão mais ampla dos problemas, considerando todos os seus aspectos para encontrar formas alternativas de enfrentá-los coletivamente.

O psicólogo na escola além de seu papel como agente de mudanças nas relações sociais da comunidade escolar e como suporte ao projeto pedagógico da escola pode também contribuir com uma abordagem de intervenções voltadas para os processos dos indivíduos, pois consideramos inúmeros casos onde as dificuldades de aprendizagem e desajustamentos emocionais e sociais são do próprio aluno e não da escola como instituição. Nestes casos que necessitam de um enfoque mais clínico, o psicólogo escolar encaminha e acompanha o desenvolvimento de tratamentos.

A Psicóloga Cecília Brito,Pós-graduada em Educação Infantil e Neuropsicologia,destaca as principais atribuições do psicólogo escolar que estão elencadas abaixo:


  • ·        Assessoria na elaboração, implementação e avaliação de projetos pedagógicos coerentes com os vários segmentos da escola;
  • ·        Avaliação dos alunos de acordo com os projetos implementados;
  • ·        Análise e intervenção relacionadas às interações em sala de aula;
  • ·        Desenvolvimento de programas junto aos pais, orientando sobre questões facilitadoras de aprendizagem;
  • ·        Diagnóstico e encaminhamento de problemas relativos a queixas escolares


Na minha opinião o governador reeleito e o secretario  da SEE de São Paulo necessitam urgentemente de  tecer um novo olhar sobre as escolas publicas do estado que agonizam em meio ao caos que se estabeleceu  ao longo de sua história , a presença de um psicólogo nas escolas publicas contribuiria para o entendimento e a superação  das mais variadas  formas de conflitos de relações  presentes no contexto escolar . 

Segundo Cecília Brito” O psicólogo escolar contribui para o entendimento de diferentes formas de subjetividade construídas e mediadas pela relação dialógica, seja entre corpo docente e discente, entre a instituição e os sujeitos que dela fazem parte, entre pais e professores, entre pais e alunos e entre os próprios alunos. É este olhar mais "humanista" que favorece a descoberta de potencialidades, muitas das vezes, encobertas, adormecidas e impedidas de se manifestarem.”

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931984000100009 O papel do psicólogo escolar
A prof.Carmem Silvia de Arruda Andaló do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina



Leia nas postagens abaixo as reportagens citadas:



Sem alarde da mídia, Alckmin renova 5,2 mil assinaturas daVeja

por helena publicado 23/08/2013 16:37, última modificação 23/08/2013 16:45

OBS: Esta reportagem é do ano passado mas deixa claro as prioridadesa do governo para educação paulista.
No último dia 14 de junho, enquanto as atenções estavam voltadas para os protestos nas ruas de São Paulo, o Diário Oficial do Estado publicou a compra – sem licitação – de 5.200 assinaturas semestrais da revista Veja para serem distribuídas nas escolas da rede pública. O valor contratado foi de R$ 669.240,00, a ser desembolsado em nome da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, órgão do governo estadual.
Há anos os governos tucanos paulistas recebem duras críticas pela compra em grande volume destas revistas e jornais. As críticas começam pela dispensa de licitação, afinal há pelo menos outras três revistas semanais no Brasil que concorrem com a Veja.
A linha editorial da publicação é, digamos assim, a mais simpática ao governo paulista e hostil à oposição dentro do estado. E isso atrai questionamentos aos governadores tucanos da vez, sobre haver mais interesse político próprio do que público nesta compra.
Outro ponto polêmico é se a revista é realmente adequada para ser direcionada ao ambiente escolar, tantas são as polêmicas em torno de suas reportagens. E não me refiro apenas aos diversos casos que ensejaram processos e condenações, seja de indenização por danos morais, seja de direitos de resposta.
Há também casos de reportagens contestadas e repelidas pelo meio acadêmico e científico, inclusive um caso de apologia ao consumo de remédios para emagrecer que haviam sido proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). E lembremos que, no ano passado, a revista esteve envolvida com o escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira, cujas interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça captaram diálogos que sugerem estreita proximidade entre o alto escalão da Veja, bem acima do recomendável e até hoje mal explicada.
Com esse perfil editorial, que não podemos chamar de educativo, seria melhor o governador Geraldo Alckmin deixar que quem a queira ler que a compre, em vez de fazer distribuição compulsória para escolas com dinheiro público.
Além disso, a revista sequer está direcionada para a faixa etária dos estudantes. A própria editora Abril publica, em seu perfil dos leitores que apenas 11% têm mais de dez e menos de 19 anos. A maior fatia de leitores tem mais de 50 anos.
Mesmo que não existisse nenhum dos argumentos anteriores, recente pesquisa da Fundação Perseu Abramo registrou que 37% dos entrevistados se informam pela internet, contra 24% por revistas impressas. A pesquisa ouviu 2,4 mil pessoas de todas as idades acima de 16 anos. Se fosse refeita só com a faixa etária de estudantes até o ensino médio, a diferença a favor da internet seria muito maior, pois as novas gerações usam intensamente as redes. Por isso, o mais provável é que grande parte dos exemplares comprados para as escolas fiquem encostados em vez de serem lidos pelos alunos, o que revela um mau gasto de dinheiro público.
Enfim, a decisão de continuar comprando estas assinaturas é muito boa para os interesses empresariais dos donos da revista, inclusive sustentando a tiragem artificialmente, o que segura o preço dos anúncios. Pode ser boa também para os interesses políticos do governador, mas é péssima para os cofres públicos paulistas e para os estudantes das escolas públicas.

Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2013/08/sem-alarde-da-midia-alckmin-renova-5-2-mil-assinaturas-daveja-2556.html

Governador Alckmin veta psicólogos na rede pública de ensino e Haddad aprova psicopedagogos nas escolas municipais

by   in Notícias
OBS: Esta reportagem é do ano passado mas deixa claro as prioridadesa do governo para educação paulista.

O governador Geraldo Alckmin vetou Projeto de Lei que autoriza a Estado a criar cargos de psicólogo e assistente social nas escolas estaduais e Haddad sanciona lei que implementa psicopedagogos na rede municipal.
No último dia 15, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) vetou o Projeto de Lei 442/07, de autoria da deputada Ana do Carmo (PT). Aprovado no final de 2012, o PL autoriza a Estado a criar cargos de psicólogo e assistente social nas escolas estaduais da educação infantil, fundamental e ensino médio. “O governador vetou mais uma medida para melhoria da educação no estado”, disse o presidente do Sinpsi, Rogério Giannini.
Com apoio do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o CRP-SP, o Sinpsi e a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (Abrapee) enviaram ofício ao secretário estadual de Educação, Herman Voorwald, pedindo audiência para explicar a importância da aprovação do projeto para a melhoria da educação pública. O secretário ignorou o ofício e não chamou os representantes das entidades para uma reunião. Dias depois, o governador vetou o projeto com a justificativa de evitar novos custos e de que esses serviços já são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos conselhos tutelares.

Profissionais da Psicologia querem participar da construção do processo educativo e atuar na relação entre escola, professores, alunos e a comunidade. (Foto: Flickr/EducacaoSP)
Agora, o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP) e o Sindicato dos Psicólogos de São Paulo (Sinpsi) estão convocando audiência pública para a próxima quinta-feira (18), na Assembleia Legislativa de São Paulo, com o objetivo de criar um grupo de trabalho para formular um novo projeto de lei que garanta profissionais da Psicologia e do Serviço Social nas escolas públicas estaduais. Estarão presentes representantes de sindicatos e conselhos e são esperados também representantes do governo estadual.
A presidenta do CRP-SP, Carla Biancha Angelucci, esclareceu que, na escola, os psicólogos não vão fazer diagnósticos individuais dos alunos e professores e realizar procedimentos psicoterapêuticos. “A ideia é que esses profissionais participem da construção do processo educativo, que atuem na relação entre escola, professores, alunos e a comunidade para melhorar a educação como um todo”, disse. Em relação à decisão do governador Alckmin, Angelucci apontou que “o veto [...] é visto como um sinal de que a educação paulista não tem problemas, preconceito, discriminação, racismo, pobreza e tantos outros problemas que desafiam a escola e a educação, como baixo desempenho em todos os testes. Há seis anos solicitamos audiência com o governador para discutir questões da educação, saúde, justiça. Até hoje ele sequer respondeu nossos pedidos”.
A psicóloga ressaltou que a psicologia, que já está inserida em muitas outras áreas sociais, tem muito a contribuir ao ajudar a escola a enfrentar questões complexas, como a adolescência, a resistência aos estudos, aos trabalhos escolares. “Podemos facilitar o diálogo com os alunos, com os pais, ajudar os professores a comporem o projeto pedagógico, buscar caminhos alternativos para questões que muitas vezes acabam com a expulsão de um aluno, por exemplo, mas que estão longe de resolver o problema.”
“Estamos falando de intervenção nos processos de aprendizagem para uma escola democrática. O fraco desempenho da educação tem ver com o sistema e não com o aluno”, completou Giannini.
Segundo o conselho, já existem psicólogos atuando em escolas nas redes municipais de Barueri, Santana de Parnaíba, Guarulhos e São Bernardo, na Grande São Paulo, e em diversos municípios brasileiros.
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