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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Após noventa dias a greve acabou e escancarou o modo que o Governo trata a Educação !

Após noventa dias a greve acabou e escancarou o modo que o Governo trata a Educação no maior estado do Brasil.Novamente "tiro meu chapéu" par o articulista professor Silvio Prado que  retratou a dura realidade da escola após um movimento com tanto feridos  física e emocionalmente e  sonhos aniquilados em uma escola destruída...e agora professor?
Novamente o “viva a morte” prevaleceu ,bem lembrado pelo professor Silvio Prado e sem dúvida  um lema perfeito para tal situação que escancarou o tamanho desprezo deste governo pelo professor e pela educação.

Viva a morte!
Hoje, segunda feira, muito professor retorna para a sala de aula depois de noventa dias de greve. A maioria volta de cabeça erguida, mesmo que os bolsos estejam vazios e as contas de três meses estejam acumuladas em alguma gaveta da casa.
Na escola, ele encontrará de tudo um pouco, desde o aluno que inevitavelmente perguntará quais foram os ganhos da greve e até mesmo o professor, que se recusou a entrar no movimento, descobrirá um jeito de dizer agora “que não adianta mesmo lutar porque o governo é forte e não tá nem ai com a educação”.
Com o diretor ou coordenador a conversa será mais embaixo: e agora professor, como ficam suas notas para o final do bimestre?
Enquanto com sacrifício vai retomando a rotina da escola, o professor vai também percebendo que ninguém, ninguém mesmo, será capaz de lhe perguntar ou mostrar interesses por suas dificuldades financeiras.
Ele que entrou numa luta pensando no bem estar coletivo e na melhora geral da educação, terá então que se arrumar sozinho e se virar como pode, não contar com ninguém, muito menos com o sindicato, incapaz de organizar um fundo de greve que, mesmo parcialmente, dê conta de suas necessidades. Sozinho, sempre sozinho, como se estivesse num deserto procurando por um copo d’água.
Em algumas escolas certamente poderá haver discussões acaloradas entre grevistas e algum fura-greve. Enfim, a vida terá que seguir adiante e a rotina massacrante e despersonalizadora imposta à escola e ao professor prevalecerá.
A burocracia com seus dirigentes e supervisores estará atenta ao processo de reposição com suas visitinhas desmoralizadoras, de olho no calendário de freqüência e nas cadernetas.
É duro e triste dizer que grande parte das escolas públicas parece que virou uma espécie de túmulo da educação no interior de uma imensa rede que lembra um triste cemitério. E o secretario da educação e o governador, coveiros de luxo, administram cada cova e domesticam os mortos vivos que se amontoam resignadamente dentro delas.
Portanto, nas escolas, nada de novo, apenas aquela sensação da falsa paz advinda do que há de pior, a morte.
Mas felizmente, com todos os prejuízos pessoais gerados por noventa dias de greve, uns poucos foram até o fim resistindo ao “viva a morte” gritados a cada pronunciamento de Alckmin e Herman sobre o movimento.
Para quem não sabe, “viva a morte” foi o macabro grito de guerra dos fascistas comandados pelo general Franco no correr da Guerra Civil Espanhola, nos últimos anos da década de 1930. Nessa guerra trágica, a morte prevaleceu sobre os mais sublimes ideais defendidos por libertários e sonhadores lúcidos daquele momento. A guerra espanhola serviu para escancarar as portas da Europa para as loucuras que o nazismo imporia nos anos seguintes.
O “viva a morte” é um lema perfeito para quem trata a Educação e o professor com tamanho desprezo e até com respingos de ódio, como habitualmente fazem Alckmin e Herman.
Silvio Prado
https://www.facebook.com/silvio.prado.35?fref=nf

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Um "demônio mexicano" que atende pelo" nome francês de CHARLIE" está causando tumultos nas escolas

Uma nova lenda urbana  ganhou repercussão internacional através das redes sociais . “Charlie Charlie”   é um suposto demônio mexicano que é invocado por adolescentes e pré- adolescentes através de um papel com 4 quadros com as palavras “sim” e “ não” onde são sobrepostos dois lápis em formato de cruz ,é feita a pergunta “Charlie Charlie, você está aí?”e segundo os praticantes o tal espirito é  capaz de responder várias perguntas.
Nas décadas passadas brincadeiras semelhantes eram feitas com copo ou  compasso, mas o tal espirito não tinha nome.

O caso do “Charlie” esta ficando sério e tumultuando muitas escolas pois o que não falta é gente que  acredita  no “ demônio mexicano “ e se apavorar com a ideia de uma suposta  manifestação na escola. 
Os pesquisadores mexicanos afirmam que não existe nenhum demônio mexicano com nome de "Charlie" e se  fosse mesmo do México se chamaria ‘Carlitos’“.Na realidade o demônio mexicano “Charlie” é americano,golpe de marquetiros para divulgar um novo filme.

É incrível que um vídeo “viralizado” cause tamanha repercussão, e alunos tão "antenados"e destemidos internautas se apavorem com um suposto demônio mexicano que atende por um nome francês.(risos)...é o sobrenatural está mesmo globalizado.

Vamos colocar um pouco de ciência no caso: Charlie é apenas mais uma brincadeira que usa a gravidade ,pois um lápis serve de   base de contato para o outro lápis  ,dai o  atrito entre as peças  é mínimo  e considerando  o fato de que a ponta do lápis é a extremidade mais leve do que a outra,  apena um "sopro" no lápis ou mesmo qualquer  pequena vibração na mesa faz o  lápis se mover.

28/05/2015 18h03 - Atualizado em 29/05/2015 10h02

Alunos alegam mal-estar após 'Charlie Charlie', e escola no AM convoca pais

Conselho tutelar também foi acionado após brincadeiras de estudantes.
Secretaria de Educação do Amazonas diz que caso é acompanhado.

Do G1 AM, com informações da Rede Amazônica
Um ritual de invocação de espíritos causou tumulto na Escola de Tempo Integral José Carlos Mestrinho, localizada na Zona Sul de Manaus, na quarta-feira (27). Segundo alunos ouvidos peloG1, estudantes passaram mal após a brincadeira "Charlie Charlie". Nesta quinta-feira (28), a direção da unidade convocou uma reunião com pais de alunos e com o Conselho Tutelar da área.
A Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc) informou que ao menos quatro unidades da capital registraram confusão em razão da brincadeira.
Escola fica localizada na Zona Sul da capital (Foto: Luis Henrique de Oliveira/G1 AM)Escola fica localizada na Zona Sul da capital (Foto: Luis Henrique de Oliveira/G1 AM)
O ritual "Charlie Charlie" envolve colocar dois lápis um em cima do outro em forma de cruz, e escrever as palavras "sim" e "não" nos quadrados formados por eles. O invocador deve então perguntar "Charlie Charlie, você está aí?". Se um dos lápis se mover para a palavra "sim", o espírito estará presente.

Imagens que teriam sido registradas no momento da confusão mostram estudantes sendo socorridos. Uma aluna é retirada de uma das salas. Ela é levada em uma maca e uma outra é carregada por um homem. "Ela estava delirando, não falando 'coisa com coisa', falando que não era pra deixar ninguém levar ela (sic)", disse Magrizaira Raitz, mãe de um dos alunos da escola.
Vídeos na internet mostram usuários invocando espírito Charlie (Foto: Reprodução/Vine/Salvador Raya)Vídeos na internet mostram usuários invocando
espírito Charlie (Foto: Reprodução/Vine/Salvador
Raya)
Os estudantes disseram que alguns professores chegaram a pedir que a brincadeira parasse. À Rede Amazônica, familiares de alunos disseram que os jovens estão traumatizados e que não querem mais ir para a escola.
Relatos apontam que houve confusão nos corredores da escola, situada no bairro Crespo.

"Ontem, uma menina do 8º ano começou com a brincadeira do 'Charlie'. Uma menina disse que viu o 'demônio', e outra começou a ver e espalhar para escola toda. As meninas começaram a desmaiar, ter convulsões, os pequenos do 1º ao 6º ano começaram a se enforcar a se bater", disse uma das alunas da escola. Ela não quis ser identificada.

A avó de alunos que estudam na unidade afirmou que os netos relataram situação de caos. "Tinha bastante criança jogada no chão sem saber o que estava acontecendo", afirmou. "Meus netos chegaram contando que uma garota que estava com o lápis chamando pelo nome de um espírito que já morreu, e aí começaram a 'pegar' espírito", acrescentou a avó, que também não quis ser identificada.

Nesta sexta-feira (28), um aviso no portão da escola informava sobre uma reunião com pais. A reportagem não teve acesso ao encontro. A mãe de uma estudante que participou da reunião disse ao G1 que a direção da escola irá apurar o caso e identificará alunos envolvidos na confusão.
"O que a diretora da escola falou foi que era proibido a entrada de celular na escola, que isso não foi de responsabilidade deles e sim das crianças que entraram com o celular e estavam vendo os vídeos e que eles iam tomar providencias sobre essa criança que fez essa brincadeira. Falaram que eles não podiam realmente ter liberado as crinças ontem do jeito que ele estavam, desesperados, devido ao monte de criança desmaiada, vomitando", relatou a mãe, que não quis ser identificada.
O Conselho Tutelar da área também participou da reunião. "A gente vai primeiro ver o que realmente aconteceu para dar os encaminhamentos devidos", disse a conselheira Maria Dalva Guimarães.
A Secretaria de Estado de Educação do Amazonas informou, por meio de nota, que as ocorrências estão sendo acompanhadas pelas Coordenadorias Distritais de Educação. "As escolas com casos recentemente notificados foram instruídas a dialogar com os pais de modo a fazer cumprir os regimentos internos escolares", diz.
*colaboraram Andrezza Lifstich e Luis Henrique de Oliveira, do G1 AM
Fonte:http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2015/05/alunos-alegam-mal-estar-apos-charlie-charlie-e-escola-no-am-convoca-pais.html

quinta-feira, 28 de maio de 2015

VÍDEO "VIRALIZOU" E MOSTROU A SITUAÇÃO DOS PROFESSORES NAS ESCOLAS DO PAÍS

Diante desse quadro verdadeiramente "viral", que "afronta " diretamente   magistério e os direitos constitucionais desta professora,a SE de Minas Gerais  limitou-se a dizer que  "sabe da importância de desenvolver ações com foco na prevenção e enfrentamento da violência ... e afirma que usa "metodologias como rodas de conversas intersetoriais sobre o tema",isso só pode ser uma piada de mau gosto,desde quando "roda de conversa! combate violência ???

O vídeo que se transformou em um "viral" em poucos dias é a prova de que nada se faz pela educação brasileira e que o debate sobre a violência escolar não pode se restringir à comparação da administração anterior  com a administração atual ,ações efetivas são necessárias,pois esse exercício  de "roda de conversa" não é capaz de resolver o problema e nem mesmo de fazer avançar uma politica séria de combate a violência no ambiente escolar e do resgate do profissional da educação há anos e anos desrespeitado neste  país. 

Trabalhei como mediadora de conflitos e acredito no poder da palavra e no diálogo mas com efeito, ele sozinho  não é suficiente para engendrar um projeto de combate à violência,é necessário mais ação e menos bate papo,pois professores de "pés e mão atadas" não podem formar "cidadãos".

"Foi humilhação", diz diretora de escola onde agressão a professora virou viral

Por BBC  - Atualizada às 

Moradores e professores de cidade mineira farão protesto pedindo respeito após episódio visto mais de um milhão de vezes na web; governo de MG enviará equipe para apurar fatos


"Estamos de pés e mãos atados", diz Silvana da Cunha Melo, diretora de uma escola estadual no Vale do Jequitinhonha (MG), área que registra alguns dos piores indicadores sociais do Brasil.
Ela se refere a um caso recente que engrossa estas estatísticas: um vídeo filmado pelos próprios alunos do colégio onde trabalha mostra uma professora sendo agredida por um adolescente de 14 anos dentro da biblioteca. O jovem chega a passar a mão nas nádegas e tocar os seios da professora - ao fundo, escutam-se os risos de outros estudantes.
O filme foi gravado em 10 de abril no município de Araçuaí, mas só ganhou fôlego nas redes sociais na semana passada. A cidade tem pouco mais de 37 mil habitantes. As imagens dos abusos foram vistas mais de um milhão de vezes, só no Facebook.
"A educação acabou", lamenta a diretora. "Nunca registramos nada nessa magnitude, mas violência e falta de respeito acontecem todos os dias. A gente reclama, mas não é atendida. Estamos longe de tudo. Agora que espalhou e foi para a mídia, espero que mude alguma coisa."

Filme foi gravado por alunos dentro de biblioteca; após série de ofensas, adolescente de 14 anos chega a tocar as nádegas e os seios da professora
Reprodução
Filme foi gravado por alunos dentro de biblioteca; após série de ofensas, adolescente de 14 anos chega a tocar as nádegas e os seios da professora

Procurada pela BBC Brasil, a Secretaria de Educação de Minas Gerais disse que entende "a violência como um fenômeno de múltiplas causas presentes em nossa sociedade de um modo geral", e afirma que "é indiscutível que nos espaços escolares esse cenário também pode ser identificado".
Sobre o episódio específico de Araçuaí, a Secretaria informa que "a cena demonstrada no vídeo requer um aprofundamento para pautar melhor metodologias de atendimento e acompanhamento".
O governo mineiro diz que duas funcionárias da secretaria serão enviadas a Araçuaí nesta quarta-feira "para apurar os fatos in loco" e discutir soluções contra a violência física e psicológica dentro de escolas com alunos, pais e professores.
'Impotência'
No ano passado, durante as eleições, a BBC Brasil publicou uma série de reportagens sobre a violência de alunos contra professores. Sugerida pelos próprios leitores, a série ganhou na semana passada menção honrosa no Prêmio de Jornalismo da Associação dos Defensores Públicos do Rio Grande do Sul (ADEPERGS), categoria internacional.
As matérias revelaram casos de professores que chegaram a tentar suicídio após agressões consecutivas e algumas das soluções encontradas por colégios públicos para conter a violência - da militarização à disseminação de uma cultura de paz entre escolas e comunidade.
Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que ouviu mais de 100 mil professores e diretores de escola em 34 países, o Brasil ocupa o topo de um ranking de violência em escolas - 12,5% dos professores ouvidos disseram ser vítimas de agressões verbais ou intimidação pelo menos uma vez por semana.
"Precisamos de um psicólogo e um psiquiatra trabalhando aqui com a gente. Nós não estudamos para isso, a sensação é de impotência", afirma Silvana, a diretora do colégio de Araçuaí.
Leia mais:
À reportagem da BBC Brasil, o governo de Minas Gerais informou que uma comissão com representantes das secretarias de Defesa, Desenvolvimento Social e Saúde, Polícia Militar, Ministério Público e Defensoria Pública, além de entidades estudantis e de professores, está sendo formada com "foco na prevenção e enfrentamento da violência nas escolas".
A professora agredida foi orientada por seus advogados a não dar entrevistas. O caso foi registrado em uma delegacia e na Vara de Infância e Juventude do município, que informou apenas que "todas as providências cabíveis ao caso estão sendo tomadas".
'Luto'
No dia da agressão, a professora - responsável por aulas especiais na biblioteca - completava apenas duas semanas de trabalho no colégio estadual, onde estudam 612 alunos, segundo a direção.
De acordo com colegas de trabalho, ela preferiu não se afastar das tarefas diárias na escola e continuou dando aulas após o episódio. Eles dizem que a profissional "está abalada" e "foi vista chorando" na semana passada.
"Foi uma humilhação para todos nós, não só para ela", diz a diretora. Professores e moradores da cidade realizarão um protesto nesta quarta-feira nas ruas da cidade pedindo justiça e atenção para a situação precária do ensino público no país.
"Estaremos de preto, de luto", afirma. "Os alunos não ficam dentro da sala de aula. Batem boca como se estivessem batendo boca com qualquer um. Estragam os carros dos professores. Ofendem. A gente só está pedindo respeito - e não como professores, mas como seres humanos. Nenhuma pessoa merece ser agredida ou ofendida onde for. A gente só quer ser valorizado, como qualquer pessoa."
A Secretaria de Estado do governo mineiro diz que "sabe da importância de desenvolver ações com foco na prevenção e enfrentamento da violência física e psicológica no ambiente escolar" e afirma que usa "metodologias como rodas de conversas intersetoriais sobre o tema".
A conclusão da pesquisa é de que os professores gostam de seu trabalho, mas "não se sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem desconsiderados pela sociedade em geral", diz a OCDE.
Fonte :
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2015-05-27/foi-uma-humilhacao-diz-escola-onde-video-de-agressao-a-professora-virou-viral.html
28/5/2015 às 00h15 (Atualizado em 28/5/2015 às 15h03)

Pai interna aluno que agrediu professora em centro psiquiátrico de BH

Ele alega que o jovem não estaria recebendo a medicação e, por isso, ficou fora de controle
  • l
  •  
  • Márcia Costanti, do R7
O adolescente de 14 anos filmado ao agredir e xingar uma professora na Escola Estadual Dom Jose de Haas, em Araçuaí, Vale do Jequitinhonha, será internado no Cepai (Centro Psíquico da Adolescência e Infância), no bairro Santa Efigênia, região leste de Belo Horizonte. 
O pai do menino, Juarez Gomes Caldeira, de 51 anos, acompanha o filho na viagem até a capital mineira.
Caldeira, que é separado da mãe do garoto, conta que o jovem sempre apresentou problemas de comportamento e foi diagnosticado com “retardo mental leve” durante avaliações feitas em Belo Horizonte. Ele explica ainda que o filho passou a ser agressivo depois de ter sido abusado sexualmente aos sete anos de idade por um adolescente. Ele afirma que durante os anos em que teve a guarda provisória do menor, procurou integrá-lo à vida escolar.
— Eu permanecia na sala de aula com ele, para ele aprender a respeitar os colegas, os professores, a diretora e a própria instituição. Enquanto ele viveu comigo, 24 horas do meu tempo era do lado dele.
Há cerca de três anos, o garoto voltou para a casa da mãe. Agora, o pai culpa a ex-mulher por tudo que aconteceu. Ele alega que ela não estaria dando a medicação indicada para o tratamento do filho, além de ter afastado o garoto dos projetos sociais e da própria escola. No ano passado, em um dos surtos, ele atacou um homem a pedradas e ainda atacou Caldeira, desferindo dois chutes na boca do pai.
— Quando ele toma a medicação, ele fica tranquilo. Ele participava de projetos sociais para ocupar a mente dele e agora ele está assim, deu no que deu. Os internautas estão me massacrando, chamam meu filho de bandido. Isso está doendo. Ele errou e eu concordo, mas ele também é doente.
Desempregado, Caldeira alega que procurou o Ministério Público de Minas Gerais diversas vezes para buscar ajuda para o adolescente, sem sucesso. A reportagem do portal R7 tentou entrar em contato com a promotora de Justiça da Infância e Juventude de Araçuaí, mas foi informada de que ela estava em reunião.
Lembre
No vídeo, que viralizou na internet, o estudante xinga a professora, joga os livros dela no chão, dá tapas e, não satisfeito, ainda passa a mão nas partes íntimas da educadora.O jovem estuda na 6º série. As agressões são testemunhadas por outros alunos, que riem. "Você é feia, desconfia. Você tem homem?".
Ele joga os livros no chão e dá ordens: "Vai pegar, p..., vai pegar agora". Ele ainda toca as partes íntimas da educadora.  "Está com medo de se sentir ofendida? Não vai falar nada? Você está tremendo, querida? E se eu pegar nos seus p...? Vagabunda". Diante das agressões, a professora também perde o controle, xinga e chega a dar um tapa no aluno.
FONTE:http://noticias.r7.com/minas-gerais/pai-interna-aluno-que-agrediu-professora-em-centro-psiquiatrico-de-bh-28052015

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Greve de professores crescem e se espalham por vários Estados segundo CNTE

O ano de 2015 está sendo marcado por várias manifestações de professore ,de acordo com a  Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNTE) , 10 Estados brasileiros - São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Pará, Roraima, Paraná, Goiás, Alagoas, Amazonas e o Distrito Federal - desenvolveram atividades de mobilização ou greve,destaca ainda movimentos semelhantes em várias redes municipais, como João Pessoa (PB) e Juiz de Fora (MG), Itaporanga (SE).
As reivindicações deste profissionais da educação são semelhantes,vejamos:

  • salas de aula superlotadas,
  • falta de profissionais, 
  • descumprimento da Lei do Piso Salarial
  • Falta de infraestrutura nas escolas
  • falta de incentivos e planos de carreiras que atendam as necessidades dos trabalhadores

Todos são unânimes em denunciar que a escola brasileira como está é prejudicial à aprendizagem dos estudantes", e a  luta por uma escola pública de qualidade para todos é a pauta principal . Professores e demais profissionais da educação buscam o apoio
 da sociedade, pois a o caos da educação nacional representa sérios riscos para o futuro do país. 
Veja maiores informações em 

http://noticias.terra.com.br/brasil/greve-de-professores-ja-atingiu-10-estados-diz-confederacao,741979dceb25eedc31395fd47976847429r8RCRD.html

VIOLÊNCIA E AGRESSÕES AFASTAM DOCENTE DA ESCOLA PÚBLICA.



Sempre que a violência nas escolas  ganha as manchetes na mídia as Diretorias de ensino são orientadas pela  SEE para  informar que a rede estadual  conta com o Sistema de proteção escolar e que o Professor Mediador Escolar e Comunitário (PMEC) esta na escola para atuar em ações preventivas contra a violência e aproximar a comunidade da escola,mas infelizmente a realidade não corresponde com o projeto do papel que é lindo e ousado,mas não tem pode para "mudar" a cabeça de equipe gestoras que "engolem" o PMEC e longe dos Holofotes e dos coordenadores do programa  conseguem impor suas "regrinhas de convivência na escola" que nem sempre é condizente com o foco, o projeto e o ECA.

 A maioria dos professores que exercem a função de PMEC  são professores de categoria "F"  e devido sua situação pode "cair fora" do projeto em um simples  "estalar de dedos" da equipe gestora,são reféns da situação precária de contratação da SEE e isso impede que denuncias de casos graves de violência  sejam registradas nas DES e no ROI do projeto SPE,pois o acesso é do diretor e somente este pode acessar o sistema e decidir o que vai registrar,ou seja, muitos problemas são "jogados para debaixo do tapete da burocracia " e as 
escolas mais parecem um "santuário" de paz e tranquilidade.
Infelizmente o projeto do PMEC  apesar de estar na rede nos últimos 5 anos ainda engatinha,o que é uma pena,pois na minha humilde opinião foi o único projeto decente implementado na educação de São Paulo nos últimos anos . O projeto é bom mas  necessita de reajustes importantes para ser de fato na prática o que preconiza na teoria.
 

É importante lembrar aqui que o supervisor que coordena o projeto na DE  deve ser uma pessoa que acredita verdadeiramente no projeto,pois se for uma pessoa que foi escolhida aleatoriamente para "tapar buraco" vai apenas fazer a parte burocrática e impor "projetinhos" que nunca saem do papel,ou seja transformar  a atuação do PMEC na escola é apenas um paliativo para inglês ver. 


Atuei como PMEC de 2009 à 2013 e na prática  posso afirmar com certeza que o PMEC não pode fazer milagre e não é a única solução para o problema da violência nas escolas. 

Prof M Socorro



Professor que teve o nariz quebrado por aluno vai abandonar a profissão

Agressão aconteceu na terça-feira (5) em Rio Claro, SP, no horário de aula.
'Todos da escola sabem como o garoto é perigoso', relata vítima de 36 anos.


06/05/2015 12h02 - Atualizado em 06/05/2015 15h55
Do G1 São Carlos e Região
Aluno quebra nariz de professor usando um tijolo em Rio Claro (Foto:  Roberta Estevão/Arquivo Pessoal)Aluno quebra nariz de professor usando um bloco em Rio Claro (Foto: Roberta Estevão/Arquivo Pessoal)
“Quando tenho aula, já entro na sala com medo. Todos da escola sabem como o garoto é perigoso”. É assim que o professor Walter da Rocha e Silva de Rio Claro (SP) descreve o aluno de 14 anos que o agrediu e quebrou seu nariz com um bloco de concreto dentro da escola na terça-feira (5). Professor de química há 4 anos, ele disse ao G1 nesta quarta-feira (6) que vai abandonar a profissão por falta de segurança no trabalho e má remuneração.
O professor de 36 anos deve passar por uma consulta ainda nesta quarta-feira para avaliar se vai precisar de cirurgia. A agressão aconteceu durante a manhã de terça-feira na da Escola Estadual João Baptista Negrão. Silva relatou que o adolescente fazia bagunça na sala de aula e, após uma breve discussão entre ambos, o jovem foi expulso do local e encaminhado à diretoria. O adolescente, entretanto, retornou à sala para buscar o material.


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  • A escola virou um depósito de alunos. É uma cadeia que os estudantes ficam meio período. Deveria ser assim: o aluno vai porque quer estudar. Se não quiser, não entra"
Walter da Rocha e Silva, professor
“Assim que ele saiu, eu, a diretora e a coordenadora o acompanhamos até a direção. Ele estava na porta da diretoria e, quando me aproximei, fui acertado com o bloco no nariz”, afirmou Walter.
O bloco também acertou uma aluna que estava na secretaria. O menor fugiu da escola antes da chegada da polícia, e o professor foi encaminhado ao pronto-socorro da cidade, onde registrou um boletim de ocorrência. Ele teve ferimentos no rosto e quebrou o nariz. Já a aluna não apresentou ferimentos.
Silva, que trabalha há dois anos na escola e dá aulas de terça e quinta-feira, disse que já sabia do histórico do estudante. De acordo com ele, outros professores já tinham avisado sobre o perigo que o garoto apresentava, por ser  violento e já ter tido problemas com a polícia anteriormente.
Falta de incentivo

Embora seja a primeira agressão sofrida, Silva disse conhecer casos de agressão em outras unidades de ensino. Ele disse que isso se deve ao fato de alunos serem empurrados para a escola desde cedo, mesmo sem vontade de estudar. “A escola virou um depósito de alunos. É uma cadeia que os estudantes ficam meio período. Deveria ser assim: o aluno vai porque quer estudar. Se não quiser, não entra”, afirmou.




O professor, que está terminando a pós-graduação, disse ter a certeza de que vai largar a profissão. “O professor sofre muito no trabalho, é mal remunerado, corre risco e não tem proteção. Se fosse com a polícia, teriam como se defender, mas o que o professor pode fazer? No máximo jogar um giz no aluno”, declarou.


Violência
A Diretoria Regional de Ensino de Limeira afirmou, em nota, que repudia qualquer ato de violência e lamentou o ocorrido na escola. "A direção da unidade prestou todo atendimento ao professor e realiza o acompanhamento do docente. A Ronda Escolar foi acionada e um boletim de ocorrência registrado", explicou.

O comunicado também alega que as escolas contam com o sistema de proteção escolar, que busca incentivar a participação dos responsáveis e da comunidade nas ações preventivas à violência.

"Vale ressaltar que já está agendada uma reunião do conselho escolar com os responsáveis e o conselho tutelar para definir as punições ao estudante de acordo com o regimento escolar. A direção da unidade de ensino está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos", finalizou.

fonte:http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/05/professor-que-teve-nariz-quebrado-por-estudante-vai-abandonar-profissao.html