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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Pisa testa habilidades não cognitivas e Brasil fica em 38º lugar

É impressionante o problema da educação brasileira,estamos ficando nos últimos lugares em todas avaliações internacionais e nossos governantes ainda "fazem cara de paisagem" quando questionados sobre o assunto. 
O  Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) avalia o desempenho de estudantes em matemática, ciências e leitura,sendo  reconhecido mundialmente como um dos termômetros da qualidade de ensino de cada país. Os resultados da prova que é aplicada a cada 3 anos  são desastrosos,somente 2% dos alunos brasileiros conseguiram resolver problemas de matemática mais complexos.
Na última avaliação a Pisa testou  pela primeira vez exercícios ligados as habilidades não cognitivas,ou seja habilidades para resolver problemas concretos como autonomia, raciocínio crítico, liderança, facilidade de relacionamento , tolerância e outras que deveriam fazer parte do cotidiano de nossas escolas e mais uma vez o Brasil simplesmente se mostrou reprovado.
Após a divulgação do péssimo  resultado do Brasil também no quesito "competências socioemocionais " o MEC divulgou projetos existentes  e intenções de parcerias.O ministro Paim alega ser um  tema novo não só no Brasil e que  "precisa ser estimulada em vários aspectos, seja na pesquisa, para formar massa crítica, seja no aspecto que envolve avaliação e implantação de políticas" .
Será que nossos governantes nunca ouviram falar de Paulo Freire e da necessidade de se formar sujeitos ??? Isso é um absurdo!!!!
 


Educação: Brasil fica entre últimos em pesquisa de teste de raciocínio
1 de abril de 2014 

Nesta terça-feira (1º), a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou o resultado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que pela primeira vez avaliou a capacidade de 85 mil estudantes de 15 anos do mundo inteiro para resolver problemas de matemática aplicados à vida real.
O Brasil ficou em 38° lugar, com 428 pontos, em um total de 44 países.
O resultado da pesquisa mostrou ainda que só 2% dos alunos brasileiros conseguiram resolver problemas de matemática mais complexos.
Entre os estrangeiros, esse número chegou a 11%.No caso do Brasil,os meninos tiveram desempenho melhor que as meninas.No teste ,os rapazes somaram 436 pontos, contra 412 das garotas.
No desempenho por região do país, os alunos do Sudeste fizeram 447 pontos, seguido por Centro-Oeste (441), Sul (435), Nordeste (393) e Norte (383).
Os líderes do ranking do Pisa são todos asiáticos: Cingapura (562 pontos), Coreia do Sul (561) e Japão (552). Entre os três últimos da lista, estão dois latinos: Uruguai e Colômbia, além da Bulgária.
O único país da América do Sul que aparece mais bem colocado que o Brasil é o Chile, na 36ª posição, com 448 pontos.
Para chegar a esse resultado, a avaliação incluiu perguntas em que o aluno tinha de, hipoteticamente, manusear um aparelho de MP3 player e, ainda, comprar bilhetes em uma estação de trem em uma máquina.
Em uma das perguntas, por exemplo, o estudante devia selecionar no MP3 o estilo rock, no volume 4, usando poucos cliques e sem nenhum botão “reset” (reiniciar).
As habilidades não cognitivas – ligadas a características como autonomia, raciocínio crítico, liderança, facilidade de relacionamento e tolerância, entre outras – foram testadas pela primeira vez no Pisa, que é um exame reconhecido mundialmente por avaliar o desempenho de estudantes em matemática, ciências e leitura. 
A prova é aplicada a cada três anos em alunos que concluem o ciclo básico de ensino.
O último resultado do exame foi divulgado em dezembro. Nas três disciplinas, o Brasil teve desempenho baixo entre os países da OCDE. Em matemática, ficou em 58° lugar (foram 65 nações analisadas); em leitura, alcançou a 55ª posição; e em ciências, a 59ª.
Ensino Médio Inovador

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Francisco Soares, disse em entrevista ao Bom Dia Brasil que o governo quer investir na qualidade do ensino e aumentar a participação de escolas em um programa criado em 2009 para promover a melhoria no currículo e ampliar a carga horária.

“Há um programa que é o Ensino Médio Inovador, no qual essa questão de ser capaz de resolver os problemas concretos que a vida coloca está no centro do projeto pedagógico”, diz Soares.
Na semana passada, o Ministério da Educação (MEC) anunciou a criação, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, de cursos de pós-graduação no Brasil e no exterior para formar pesquisadores e professores que estudem os impactos das competências socioemocionais (como otimismo, responsabilidade, determinação e curiosidade) no aprendizado dos alunos.
Os detalhes das bolsas, como o número de vagas oferecido, os valores, o tempo de permanência e o perfil de quem poderá se beneficiar será definido em um edital da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes), a ser publicado em até 90 dias.
O ministro da Educação, José Henrique Paim, afirmou que os estados e municípios que promoverem iniciativas para valorizar as competências socioemocionais dos estudantes poderão recorrer a financiamentos do governo federal.
“É um tema novo não só no Brasil. Essa temática precisa ser estimulada em vários aspectos, seja na pesquisa, para formar massa crítica, seja no aspecto que envolve avaliação e implantação de políticas. Queremos também incentivar iniciativas que alguns estados têm. Aquilo que o ministério achar condizente, vamos financiar”, destacou Paim.
Veja abaixo o ranking completo do Pisa:
1º) Cingapura – 562 pontos

2º) Coreia do Sul – 561
3º) Japão – 552
4º) China/Macau – 540
5º) China/Hong Kong – 540
6º) China/Xangai – 536
7º) China/Taipé – 534
8º) Canadá – 526
9º) Austrália – 523
10º) Finlândia – 523
11º) Reino Unido – 517
12º) Estônia – 515
13º) França – 511
14º) Holanda – 511
15º) Itália – 510
16º) República Tcheca – 509
17º) Alemanha – 509
18º) Estados Unidos – 508
19º) Bélgica – 508
20º) Áustria – 506
21º) Noruega – 503
22º) Irlanda – 498
23º) Dinamarca – 497
24º) Portugal – 494
25º) Suécia – 491
26º) Rússia – 489
27º) Eslováquia – 483
28º) Polônia – 481
29º) Espanha – 477
30º) Eslovênia – 476
31º) Sérvia – 473
32º) Croácia – 466
33º) Hungria – 459
34º) Turquia – 454
35º) Israel – 454
36º) Chile – 448
37º) Chipre – 445
38º) Brasil – 428
39º) Malásia – 422
40º) Emirados Árabes – 411
41º) Montenegro – 407
42º) Uruguai – 403
43º) Bulgária – 402
44º) Colômbia – 399

Informações G1.

Fonte: http://www.alagoinhasnoticias.com.br/brasil/educacao-brasil-fica-entre-ultimos-em-pesquisa-de-teste-de-raciocinio/22919.html

A DITADURA E OS PROFESSORES BRASILEIROS

Navegando pela “net” encontrei um material muito interessante sobre o período de ditadura no país e estou compartilhando  neste nosso espaço.
Nesta semana o Ano de 2014 foi  proclamado o “Ano da Democracia”, da Memória e do Direito à Verdade pela Câmara de Deputados Federais.
Com o término da novela do “Bônus Mérito” na rede estadual de São Paulo que como sempre é objeto de alegria para poucos e revolta para muitos ,é tempo de refletir  sobre outros assuntos e gostaria de destacar aqui  os 50  anos do golpe militar e o período de ditadura,pois nasci  no ano de 1964 e faço parte desta história de forma individual e coletiva.
Relembrando minhas aulas de história ,vale a pena destacar aqui que tudo que acontece, aconteceu e vai acontecer é História e que  continuamos escrevendo-a o tempo todo, seja individualmente ou coletivamente.
No momento também estamos reescrevendo esta história   em relação ao período de ditadura e sua influência na nossa nação ,na nossa vida e na educação brasileira,isso porque sempre lembrei aos meus alunos do magistério que história não é só macro é também micro e a escola atual é fruto da história  brasileira e do período da ditadura.
A ditadura militar importou um modelo arcaico de educação voltado para “ formar mão de obra barata” e as consequências disto estão "bem vivas" nas escolas atuais e na desvalorização do professor como profissional.
Só para lembrar algumas leis como a  lei  5.540 que reorganizou o ensino superior e sua articulação com o ensino médio, a lei  5.692, de 11 de agosto de 1971, que reestruturou os antigos primário e ginásio, criando o ensino de 1º e 2º graus e foi mais enfática quanto à formação do professor de 1º e 2º graus  e o arrocho salarial do Magistério.
O Arrocho salarial de todas categorias foi uma característica peculiar do regime militar que culminou com a perda do poder aquisitivo dos profissionais do magistério,culminou com a proletarização dos professores e a inserção  dos professores das redes públicas de 1º e 2º graus no mundo da política nacional,pois estes passaram a se organizar em movimentos que tiveram uma incidência direta no mundo da escola pública.
Desde a década de 70,  auge da ditadura e seu discurso de "ordem e progresso" a proletarização dos professores foi a causa maior do surgimento da  figura do" professor evadido da profissão"(que aumenta a cada dia),por causa da situação precária das escolas que tiveram uma expansão quantitativa em detrimento da qualidade de ensino e dos salários baixos se comparado aos demais profissionais com a mesma formação,ou seja,universitária.
É importante lembrar neste momento os dizeres da professora de filosofia da rede estadual e escritora  Maria Lúcia Arruda Aranha sobre a questão da relação história e  educação:” “Por isso, é importante estudar a educação sempre no contexto histórico geral, para observar a concomitância entre as suas crises e as do sistema social. Esta sincronia não deve ser entendida apenas como simples paralelismo entre fatos da educação e fatos sociais. Na realidade, as questões de educação são engendradas nas relações que os homens estabelecem ao produzir sua existência. Nesta perspectiva a educação não é um fenômeno neutro, mas sofre os efeitos da ideologia, por estar de fato envolvida na política.”
Para concluir não poderia esquecer os dizeres do  professor e autor  Nelson Piletti ,que  entende que a reflexão histórica “ nos permite avaliar como foi entendida e praticada a educação, em épocas e sociedades diferentes. Possibilita-nos, ainda, entender a educação como um processo dinâmico, e por isso mesmo mutável...”

Matérias sobre o assunto:

 Henrique Alves ressalta importância do resgate da memória da resistência contra ditadura‏

01/04/2014
Brasilia (DF) – O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, afirmou nesta terça-feira (1) que o resgate da memória da resistência contra a ditadura militar é fundamental para que as novas gerações conheçam a história de luta que construiu as atuais instituições democráticas. A afirmação foi feita na sessão solene, realizada pela Câmara, para rememorar os fatos relacionados ao dia 31 de março de 1964.
Em seu pronunciamento, ele reafirmou que, ao acolher o requerimento da deputada Luiza Erundina, que se refere explicitamente à resistência democrática de civis e militares contra o autoritarismo, a presidência da Câmara tomou uma atitude de repúdio a qualquer requerimento que pudesse vincular o Parlamento brasileiro à comemoração do golpe de Estado.
“A Câmara dos Deputados – nunca devemos esquecer – é a instituição brasileira que mais completamente representa o ideal de uma sociedade apta a definir seus rumos com base em debates democráticos entre os representantes de todos os setores sociais relevantes, dentro do marco do Estado de direito. Sendo assim, ela é atingida por qualquer ato que atente contra a democracia e o Estado de direito, e não apenas por aqueles dirigidos diretamente contra o Parlamento e seus membros”, disse Henrique Alves.
Ele lembrou que todos atos institucionais do regime militar, iniciado em 1964, que impuseram restrições “absurdas” ao exercício livre da atividade política e parlamentar. “Os poderes que o novo regime se deu foram largamente usados contra os parlamentares federais. De 1964 a 1977, 173 mandatários eleitos pelo povo foram autoritariamente expurgados da Câmara dos Deputados. E, com eles, não esqueçamos, foram indiretamente expulsos da esfera política os eleitores que neles votaram”, lembrou o presidente da Câmara.
Henrique Alves ainda assinalou, que entre as iniciativas da Câmara para resgatar a memória de luta e reparar violações cometidas no período, foram devolvidos simbolicamente os mandatos desses 173 parlamentares. “Eu mesmo tive a honra e a alegria de receber de volta o mandato de meu pai, extraído autoritariamente desta Casa em 1969”.
Ano da Democracia
Logo após seu pronunciamento, o presidente da Câmara assinou ato da Mesa Diretora da Câmara que proclama 2014 como o Ano da Democracia, da Memória e do Direito à Verdade – uma agenda de eventos políticos, culturais e educativos que se estenderá até o fim do ano.

Fonte: http://www.edilsonsilva.com/2014/04/henrique-alves-ressalta-importancia-do-resgate-da-memoria-da-resistencia-contra-ditadura%E2%80%8F/


Repressores da ditadura espionavam alunos até na hora do recreio

1/4/2014 12:23

Os estudantes conseguiram fazer um levante contra a ditadura, apesar da repressão cada vez mais feroz

ditadura imposta ao país após o golpe de Estado de 1964 construiu um serviço de informações (SNI, Doi-CODI etc) do qual não escapavam nem mesmo os alunos secundaristas dos educandários do Estado, no Rio de Janeiro. O controle sobre os estudantes foi registrado em longos dossiês, sobre as atividades de cada um, suas amizades, os jornais que liam, os livros e até mesmo as conversas que mantinham nos corredores das escolas.
O hoje embaixador Sergio Nogueira Lopes, distinguido com medalhas e honrarias por sua atividade beneficente pela Sociedade Pestalozzi do Brasil, em 1968 foi considerado como um “elemento perigoso” para a ordem social e política do Brasil. Era o ápice da ditadura.
– O período de exceção foi uma determinação dos países desenvolvidos para que o Estado brasileiro se adequasse, econômica e financeiramente, para se apresentar como um cliente capaz de honrar seus compromissos. Socialmente, isso foi um desastre. Teve um custo elevado pelo esmagamento das oposições, com prisões e assassinatos – disse.
Sergio Nogueira Lopes
Sergio Nogueira Lopes
As atribuições da ditadura, além de torturar os presos políticos nos porões dos quartéis, passavam também por controlar as atividades dos alunos. Nogueira Lopes lembra o episódio em que foi acusado de sacar uma arma contra um de seus professores, Antonio Fernandes de Carlos, que o perseguia pelas ideias “consideradas subversivas, na época”, disse.
– O professor me deu nota 4 em uma prova em que eu gabaritei. Fiz um requerimento à direção para que ele corrigisse novamente a prova. Isso foi feito e a nota restabelecida. Esse fato o deixou muito aborrecido e, durante um intervalo entre as aulas, na cantina, os ânimos se exaltaram. Eu estava armado, sim, e ele sabia disso. Na época, todos nós queríamos estar prontos a defender o Brasil contra uma possível invasão norte-americana. Mas não cheguei a puxar (o revólver). Ainda assim, ele registrou queixa contra mim, em uma delegacia mas, um tempo depois, foram retiradas por falta de provas – lembra.
Nogueira Lopes integrava a União Nacional dos Estudantes (UNE), outra das organizações consideradas como subversivas, na época, pelas forças de repressão, e ajudou a organizar um movimento “de indisciplina”, como os militares fizeram constar em sua ficha, o qual insuflava “seus colegas a deflagrarem (sic) greves”. Assim como Nogueira Lopes, laureado anos mais tarde com a cátedra de Sociologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a autoria de uma série de livros, milhares de outros estudantes brasileiros também passaram pelo crivo ditatorial. Dentre eles, ainda há dezenas que enfrentaram uma sina mais violenta e ainda permanecem desaparecidos.
Fonte: http://correiodobrasil.com.br/noticias/brasil/repressores-da-ditadura-espionavam-alunos-ate-na-hora-do-recreio/695436/

Em plena ditadura, professores 

fizeram greve e enfrentaram forças 

de segurança

Lideres do movimento de 1979 foram presos e sede da entidade da categoria foi lacrada


 
© 2014. 

Em 1979, no ocaso da ditadura militar, os professores do Rio desafiaram o regime e entraram em greve. Reunidos em assembleia, em 11 de março, decidiram parar em oposição a uma proposta do governador Faria Lima que, entre outras medidas, aumentava a carga horária de 12 para 20 horas semanais. No dia 15, Chagas Freitas tomou posse no governo do Estado e prometeu negociar com a categoria em, no máximo, dois meses.
A greve foi encerrada no dia 24 de março. Mas as negociações com o governo do Estado não prosperaram e os professores voltaram a parar, em 1° de agosto. O movimento foi declarado ilegal e alguns professores foram presos no Rio e em Duque de Caxias. Mesmo assim, os protestos prosseguiram, com passeatas e piquetes, muitas vezes dispersados com jatos de água. O Dops lacrou a sede do sindicato dos professores e prendeu os líderes do movimento, ameaçados de serem processados com base na Lei de Segurança Nacional.
Em 24 de agosto, os professores decidiram encerrar a paralisação e voltaram ao trabalho. Em dezembro, receberam o reajuste prometido pelo governo. Com o aumento, o piso da categoria passou a equivaler a cinco salários-mínimos, enquanto o piso dos servidores foi para 3,5 mínimos.
Desafio. Apesar de o movimento ter sido declarado ilegal, professores foram às ruas protestar


Perseguição a professores na ditadura incluiu escutas em sala

 

RIO - Sala de aula de ensino primário com escuta, professor demitido porque falava do compositor e cantor Geraldo Vandré com alunos, censura a jornal de estudantes de 2º grau (atual ensino médio). A violência contra professores universitários e faculdades é conhecida nos relatos sobre a ditadura militar, mas os professores de colégios de ensinos fundamental e médio também foram vigiados, reprimidos e censurados no período.
O controle da educação básica no país pelo regime militar não se deu apenas em forma de perseguição contra professores com história pessoal de militância. Tampouco se limitou à criação das famosas disciplinas OSPB (Organização Social e Política Brasileira) e Educação Moral e Cívica, trazidas pela ditadura com o decreto-lei número 869, de 12 de setembro de 1969, que tornou Moral e Cívica obrigatória nas escolas de todos os níveis e, naquelas de 2º grau, também OSPB.

Para apurar situações como estas vividas por professores da educação básica de colégios na época, a Confederação Nacional de Trabalhadores de Educação pretende lançar, ainda neste primeiro semestre, uma Comissão da Verdade específica para a educação, segundo a direção do Sindicato de Professores de Pernambuco, entidade que integra a confederação.A tentativa de controlar a educação básica veio também em forma de censura ao conteúdo ensinado, aos livros adotados, aos termos que podiam ser ditos.
Ao longo das últimas semanas, O GLOBO levantou histórias sobre o impacto da repressão sobre o ensino no Brasil e conta a seguir alguns destes casos.
PM dentro de colégio e demissão por causa de Vandré
Em 1968, as turmas de 2º grau do Colégio de Aplicação (CAP) da UFRJ tiveram uma censora.
— Ela falava que era uma orientadora dos textos dos alunos no jornalzinho deles. Mas era uma censora do jornal — resume Antonio Rodrigues, então professor de geografia do colégio.
A orientação da professora que exercia esta função consistia no seguinte, conta Antonio: ler os artigos escritos pelos alunos e — naqueles que tratavam de temas como internacionalização da Amazônia ou guerra civil espanhola — dizer que eles não eram os autores dos textos.
— “Ah, isso aqui foi seu pai que escreveu”. E cortava o texto. Ela não gostava de temas políticos. Até que os alunos, entre eles (Carlos) Minc e (Alfredo) Sirkis, por exemplo, zangaram-se tanto que um dia publicaram uma edição do jornal em branco, só com uma faixa preta na transversal com a palavra “Censurientação”.
A direção da escola reagiu colocando um PM dentro do CAP. O ato só fez alimentar uma escalada: a tréplica dos alunos foi pichar as salas de aula com “Democracia” e “Fora o guarda”. O guarda teve que sair para os alunos aceitarem voltar a entrar.
O episódio foi um dos principais vividos por Antonio Rodrigues durante seu exercício do magistério em tempos de ditadura. Ainda no CAP, haveria outro, no início dos anos 1970: durante um seminário de professores, apareceram por lá “dois sujeitos de paletó, gravata e mosquetão nas costas” procurando por ele.
— Não sabiam como eu era. O pessoal disse que eu não estava. Saí do colégio pelos fundos, corri pela Lagoa, atravessei o Corte do Cantagalo, então ainda sendo construído, peguei ônibus, troquei de ônibus em Cascadura, e dali fui para casa, na época em Nova Iguaçu — lembra o professor, hoje com 80 anos, vice-presidente do Sindicato de Professores do Município do Rio e integrante do Conselho estadual de Educação. — Não voltei mais lá. No dia seguinte, comprei uma bola e fui brincar com meu filho.
Em 1969, Antonio Rodrigues já tivera um exemplo não só da repressão contra escolas, mas dentro das próprias; “uma autocensura que era talvez pior”. Ao vê-lo debatendo sobre músicas de um LP de Geraldo Vandré com alunos do 2º grau, uma orientadora educacional do Centro Educacional de Niterói (CEN) disse à direção do colégio que o professor Antonio estaria fazendo “proselitismo político”, pois falava com os alunos de músicas “proibidas”. Ele foi demitido imediatamente.
— Não precisava de ditadura lá fora; ela já estava dentro da escola — diz.
Antonio é também um ex-militante estudantil que, na noite de 31 de março de 1964, quando ainda fazia faculdade e trabalhava como postalista dos Correios, teve que sair fugido da empresa para casa. Escapou escondido entre malas de correspondência, num caminhão dos Correios.
Depois das experiências no CAP e no CEN, o professor foi viver escondido “e deprimido, porque você fica só, as pessoas passam a te evitar, e você também passa a não procurá-las para não envolvê-las”. E lá foi ele criar galinhas em Tinguá. Passou a ganhar seu sustento vendendo ovos para a rede Bob’s.
Antonio voltaria ao magistério em 1981, ao entrar no Colégio Pedro II. Aposentou-se nele, em 2003.
— Era o vetusto Pedro II, mas preservava seus quadros. Um professor de Física de lá, por exemplo, que tinha sido perseguido na rede estadual, foi preservado no Pedro II. Era um colégio tradicional, mas que na ditadura protegeu sua esquerda.
Na sala de aula em frente ao quartel de Lamarca
Um desenho dado de presente por uma professora a um aluno deu muita confusão na Osasco de 1970. Naquele ano, uma professora de artes no Colégio Estadual Quitaúna, estudante de belas-artes em SP, fez como trabalho de faculdade um desenho de Che Guevara. Um aluno seu no Quitaúna gostou, pediu e o ganhou dela, que ainda pôs de dedicatória “Ao guerrilheiro de amanhã”. Mas o aluno do Quitaúna — colégio em frente ao quartel onde servia Carlos Lamarca — era José Domingues, irmão de Roque Aparecido, da VPR de Lamarca, e João Domingues, da VAR-Palmares. O desenho acabaria descoberto pela repressão.
Quem narra o caso é Risomar Fasanaro, professora do Quitaúna à época, mas de português. A de artes era Regina Célia, uma de suas melhores amigas.
— Acharam que Regina era da luta armada. Não era ligada a nada! O Dops foi ao colégio, e ela não estava. Liguei para ela e disse para me ver no dia seguinte, mas não falar comigo. Eu andaria atrás dela contando tudo, e a Regina Célia só ouviria. Ela foi se esconder e queimou outros desenhos que poderiam gerar suspeita, como um de crianças da África — conta Risomar, no mesmo ano presa em Recife, sua terra natal, só porque tirou fotos do quartel onde o pai, militar, tinha servido. — Acharam comigo uma foto com amigos e me fizeram identificar todos. Aquele tempo foi uma barra. Foi o tempo da metáfora, você desconfiava de toda palavra dita.
De história social à geografia, os livros proibidos pelo regime
A relação entre ditaduras e livros nunca foi fácil, e não seria diferente com o regime militar brasileiro e as obras adotadas pelos colégios de 1º e 2º graus.
Um dos livros mais visados foi “História das sociedades”, do professor Rubim Aquino, conta sua ex-mulher, a professora Lucia Naegeli. Além da proibição de sua obra em muitos colégios do país, o próprio Aquino, já falecido, sofreu perseguição: estava no grupo de professores demitidos do São Vicente em 1983 e foi preso e “colocado num quarto escuro, gelado, com cobra e som de gente sendo torturada”, diz Lucia.
Em Diamantina (MG), Paulo Freire era vedado nos colégios de 2º grau de formação de professores, conta o pedagogo Sinésio Bastos:
— Era uma obra tão proibida que uma vez , em 1971, fui acusado de pregar revolução armada por ter falado de Freire na faculdade de filosofia da cidade.
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) conta que também teve um livro proibido no período:
— Foi “História da sociedade brasileira”, que escrevi com Lucia Carpi e Marcus Ribeiro. Falava de tortura, trazia poema de preso político — diz Alencar, lembrando outra forma de perseguição a professores de 1º e 2º graus: — Todo professor que passasse em concurso público precisava apresentar um “nada consta” do Dops. O meu levou seis meses para sair.
O professor de geografia Antonio Rodrigues escondeu livros na casa da sogra, “pendurados entre o teto e o telhado”, numa época em que era vigiado pelo regime. Chegaram a revistar sua casa:
— Levaram livros de capa vermelha. Acho que “Geografia da fome” (Josué de Castro) foi por isso. Deviam achar que era “O livro vermelho”, de Mao.
Escola primária com escuta nas paredes
Em Volta Redonda, terra da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), não foi fácil ser professor durante o regime militar. A cidade era considerada “de segurança nacional”, lembra Maria das Dores Pereira Mota, então professora de 1ª a 4ª série na Escola Municipal Macedo Soares e Silva — construída já durante o regime, afirma a professora, com salas de aula que contavam com escutas embutidas nas paredes.
— Eu dava aula para a 4ª série. Um dia, em 1968, um aluno perguntou o que era imperialismo americano. Expliquei de forma geral. E disse que o país vivia, naquele momento, um regime que estava sendo sustentado por este imperialismo — conta Maria das Dores. — Quando acabou a aula, o então presidente da Fundação de Educação de Volta Redonda, que era um coronel, estava na porta da sala me olhando. Eu tomei aquilo como uma intimidação.
Também na cidade, em 1964, pouco tempo depois do golpe, a professora de ensino primário Nair da Silva Schocair estava dando aula num colégio de um bairro operário quando viu um carro parar em frente à escola e dele sair um militar “com muitas medalhas”. Ele se postou na janela e ficou assistindo a toda a aula de Nair.
— Isso aconteceu duas vezes. Na primeira, não falei nada. Os alunos, a maioria filhos de operários da região, é que me perguntaram baixinho: “Ele veio prender a gente?”. Na segunda vez, na saída da aula, ele disse para eu entrar no carro. Perguntei se era um convite ou uma ordem, e ouvi que “por enquanto era um convite” — conta a professora, hoje aposentada. — Ele me levou até o centro da cidade. No carro, quis saber a orientação pedagógica da escola, quem me pagava, quem me orientava.
Segundo Nair, os militares teriam ficado desconfiados por causa do proprietário do imóvel onde funcionava o colégio, e que o alugava para a prefeitura: ele era filiado ao PCB:
— Deviam achar que a escola era comunista, né?
Contra uma demissão em massa, uma vigília
A ditadura já estava vendo seu fim quando o Colégio São Vicente, no Rio, resolveu lembrar como as coisas eram no início. Em 1983, uma nova direção assumiu a escola e resolveu demitir 11 professores considerados politizados além da conta. O episódio, polêmico, é lembrado até hoje por educadores.
Foi quase na véspera do Natal. Em 22 de dezembro, quando um professor já havia sido afastado, outros dez foram chamados ao colégio.
— Achavam que não ia repercutir, que não haveria ninguém lá, com a época de férias. Mas estava havendo uma aula extra para o 3º ano. Eu fui o terceiro a ser demitido aquele dia. Mas, no segundo, a notícia já tinha chegado aos alunos, que foram para os orelhões telefonar e chamar outros. De repente, já havia uns 500 estudantes no colégio — lembra o professor de matemática Marcelo Sá Corrêa, então funcionário do São Vicente. — Outro grupo de professores, entre eles o (deputado) Chico Alencar, foi demitido depois, por apoiar os que tinham sido afastados.
Daquele dia, e até 15 de janeiro de 1984, alunos, pais e professores passaram a fazer uma vigília no colégio, em protesto — e “teve aluno que não foi em casa este tempo todo, a mãe ia lá levar toalha e sabonete”, lembra Marcelo. No Natal, pais levaram ceia. À noite, alunos cantavam paródias, “para não deixarem os padres de lá dormir”. A escola não impediu a vigília, mas, numa das assembleias de alunos, chegou a cortar a luz. E nenhum professor foi recontratado.


FONTE: Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/perseguicao-professores-na-ditadura-incluiu-escutas-em-sala-11895437#ixzz2xjm99g41 
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sexta-feira, 28 de março de 2014

A piada do Bônus nas redes sociais


Apesar do Bônus a Paulista foi fechada pelo protesto de professores nesta tarde.

A novelinha Bônus  de todo ano   finalmente  acabou com o o anuncio do pagamento nesta segunda feira pela SEE e  não conseguiu  atrapalhar a grande manifestação proposta pelo sindicado dos Professores da rede Estadual nesta tarde.
Os Professores da rede estadual de educação de São Paulo  estão cansados de promessas e descaso,realizaram  paralisação nesta sexta-feira (28/03), no MASP e fecharam a Avenida Paulista nos dois sentidos.
A manifestação esta pacífica até o momento,sendo monitorada pela policia militar que calcula cerca de 1500 manifestantes, mas pelas fotos postadas nas redes sociais calcula-se muito mais pessoas no movimento.Neste momento estão na praça da República onde fica a Secretaria da Educação. 
Na Pauta de reivindicações da APEOESP  estão itens como:

  •  empregos dignos, 
  • ganho real de salários,
  • implantação da jornada do piso e plano de carreira que atenda às necessidades do magistério
  •  e  melhores condições de trabalho ,
  •  saúde para o magistério,
  • fim da  contratação precária de professores,
  • defende que os não efetivos tenham os mesmos direitos dos efetivos.

A APEOESP também denunciou na manifestação  o fechamento de classes no período noturno e o projeto do governo que propõe transformar o Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Estadual) em autarquia especial,prejudicando a categoria.

Fixação de percentual para fins de pagamento da Bonificação por Resultados

Pessoal   achei esta publicação e confesso que não entendi...alguém que  entendeu por favor comente...
DECRETO Nº 60.299, 
DE 27 DE MARÇO DE 2014
Dispõe sobre a fixação de percentual para fins de pagamento da Bonificação por Resultados - BR, instituída pela Lei Complementar nº 1.078, de 17 de dezembro de 2008, relativo ao exercício de 2013
GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e à vista do disposto no artigo 9º da Lei Complementar nº 1.078, de 17 de dezembro de 2008,Decreta:
Artigo 1º - Para o exercício de 2013, o percentual a ser aplicado sobre o somatório da retribuição mensal do servidor no período de avaliação, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados - BR, instituída pela Lei Complementar nº 1.078, de 17 de dezembro de 2008, fica fixado em 20% (vinte por cento). 
Parágrafo único - O período de avaliação a que se refere o “caput” deste artigo será definido em resolução do Secretário da Educação.
Artigo 2º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 27 de março de 2014
GERALDO ALCKMIN
Herman Jacobus Cornelis Voorwald
Secretário da Educação
Edson Aparecido dos Santos
Secretário-Chefe da Casa Civil
Publicado na Casa Civil, aos 27 de março de 2014.

Segundo a SEE, o bônus será depositado na segunda-feira.





Pelas regras do programa, os servidores das escolas que atingem a meta recebem um bônus de 2,4 salários. Se superada a meta, o limite é de 2,9 salários.
Se a meta não foi atingida, o governo calcula o avanço da escola. Se a unidade avançou, por exemplo, 50% da meta, o bônus é de 1,2 salário. 
O pagamento também leva em conta a frequência, descontando proporcionalmente as faltas de quem trabalhou menos de 244 dias no ano.

Segundo a secretaria, o bônus será depositado na segunda-feira e representará um desembolso de R$ 700 milhões para a pasta.
Do total de funcionários com o adicional, 152,2 mil (ou 59,58%) receberão até R$ 2,5 mil, enquanto 48,5 mil (19%) terão direito a valores superiores a R$ 5 mil . “Nada mais justo do que reconhecer o trabalho dos profissionais de educação não só por meio de uma política inédita de valorização salarial, mas também com a bonificação por desempenho.
Os resultados estão mostrando avanços importantes”, disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Fonte:  http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/66167/SP+pagara+bonus+de+2,9+salarios+a+professor 

28/03/2014

Bônus da Educação será pago nesta segunda

Thiago Santos
do Agora
O Bônus da Educação será pago para os servidores da rede estadual nesta segunda-feira.
Ao todo, serão depositados R$ 700 milhões para 255 mil funcionários.
No ano passado, o total depositado em bônus atingiu R$ 590,2 milhões, e 206 mil servidores da Educação foram beneficiados.
A secretaria não comentou o motivo do aumento no valor do bônus, que depende do resultado do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo).
O bônus só é pago se a escola melhorou de um ano para outro.
O valor depende de quanto ela se aproximou da meta estabelecida para cada ciclo de ensino de cada escola estadual.
fonte: http://www.agora.uol.com.br/trabalho/2014/03/1432168-bonus-da-educacao-sera-pago-nesta-segunda.shtml

O governo vai mudar o cálculo da bonificação !

Importante : Embora a SEE não tenha confirmado,segundo  fontes do  Jornal Estadão as regras do cálculo de bonificação foram mudadas.Foi confirmado pelo jornal que as informações foram colocadas no  link do Idesp, conforme anunciamos aqui e que foram retiradas do ar em seguida. Pesquisadora da Usp confirma o que já sabíamos faz muitiiiito tempo... que " Não há no mundo nada que indique que bônus melhore resultados educacionais" e vai além ..."Em uma carreira como a da Educação, em que a motivação vai além do salário, é quase ofensivo".
Leia o artigo:

Adicionar legenda

SP não tem data para pagar bônus dos servidores

De São Paulo
27/03/201409h42
O Estado de São Paulo ainda não anunciou quando vai pagar o bônus dos servidores da rede, calculado a partir do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo). O pagamento varia de acordo com o avanço de cada escola.
Apesar de ter estagnado nos últimos anos do fundamental e ter tido queda no médio - etapas em que está a maior parte das escolas -, não é possível aferir que o volume de pagamentos vai diminuir. Isso porque, conforme o jornal O Estado de S. Paulo apurou, o governo vai mudar o cálculo da bonificação, e o nível socioeconômico das escolas será levado em conta, além do Idesp.
A oficialização da mudança não foi confirmada pela secretaria, mas a informação está em boletins do Idesp das escolas que entraram no site da secretaria e depois foram retirados do ar.
Como as condições socioeconômicas são preponderantes no resultado escolar, educadores se queixam do fato de esse indicador não ser levado em conta na comparação das escolas e no pagamento de bonificação.
Segundo a legislação, o governo precisa pagar o bônus ainda neste mês. Questionada desde o início da semana, porém, a Secretaria de Educação não confirma a data do pagamento e da divulgação oficial dos dados do Idesp e do Saresp (com notas de Matemática e Português). Nas redes sociais, professores da rede reclamam da falta de informações.
A pesquisadora da USP Paula Louzano afirma que, embora seja positivo levar em conta o nível socioeconômico, a política de bonificação não é boa. "Não há no mundo nada que indique que bônus melhore resultados educacionais. Parte do pressuposto de que os professores sabem o que fazem, poderiam fazer mais, mas não fazem porque esperam alguém pagar mais", diz. "Em uma carreira como a da Educação, em que a motivação vai além do salário, é quase ofensivo."
O bônus foi adotado pelo governo de São Paulo a partir de 2009, no governo José Serra (PSDB). No ano passado, o Estado pagou R$ 590 milhões aos servidores da Educação. Como o Idesp global da rede havia recuado também em 2012, a proporção de escolas que receberam o benefício havia tido queda. O bônus foi pago no ano passado a 205.869 servidores, número similar à quantidade de servidores do ano anterior.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vida,estado-ainda-nao-tem-data-para-pagar-bonus,1145533,0.htm

quarta-feira, 26 de março de 2014

A Reprovação da progressão continuada.

Pesquisa divulgada nos últimos dias ,indica a  reprovação da progressão continuada.

Esta reprovação  é um desabafo dos verdadeiros  envolvidos neste processo ,ou seja pais,alunos e professores, exatamente o contrário do que dizem os "pedagogos de gabinete" que duvido muito ter atuado em uma sala de aula algum dia.

Interessante esta matéria :

Seis a cada dez professores são contra sistema de aprovação nas escolas estaduais

Victor Vieira - O Estado de S. Paulo
Atualizada às 23h39

Levantamento feito com 2,1 mil docentes faz parte de uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 24, pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e o Instituto Data Popular

24 de março de 2014 | 11h 11

SÃO PAULO - A resistência dentro das escolas ao modelo paulista de progressão continuada, em que não há chance de reprovação em todas as séries, foi medida em números: 63% dos professores e 75% dos alunos são contrários. Entre os pais, a rejeição sobe para 94%.
Os dados são de uma pesquisa do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), em parceria com o Instituto Data Popular, divulgada nesta segunda-feira, 24.
O modelo estadual passou por mudanças neste ano. O ensino fundamental agora tem três ciclos e o aluno pode repetir ao fim de cada uma das etapas: 3.º, 6.º e 9.º anos.
 Até 2013 a reprovação só era prevista em dois momentos, no 5.º e no 9.º ano.
 A alteração foi anunciada pelo governo do Estado quatro meses depois de a Prefeitura de São Paulo ter ampliado a reprovação na rede municipal. No ensino médio, a reprovação é possível em todas as séries.
O principal argumento contra o sistema é a percepção de que os alunos passam de ano sem aprender a matéria - o que é admitido por 46% dos estudantes entrevistados na pesquisa.
 Outras justificativas são a baixa autoridade do professor sobre a classe e a falta de esforço dos alunos.
 A progressão continuada foi o 2.º maior problema das escolas na opinião dos docentes, atrás apenas da falta de segurança.
 A pesquisa ainda mostrou que 39% dos pais e 29% dos alunos acreditam que mais cursos e atividades extracurriculares são essenciais para melhorar a qualidade da escola.
Para a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, porém, não adianta aumentar as chances de repetência sem qualificar o ensino. "Não é só reprovar ou aprovar. Junto das alterações, devemos ter um conjunto de medidas para ter desenvolvimento pleno do aluno", diz. De acordo com ela, a elevada retenção no primeiro ano do ensino médio é fruto da aprovação sem domínio dos conteúdos. "É uma exclusão postergada", avalia.
O professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Ocimar Alavarse diz que, apesar de o baixo nível de aprendizado ser real, a política da repetência é onerosa e pouco eficiente. "Passar de ano também não significa que o aluno aprendeu", ressalta. "São necessárias estratégias para acompanhar os desempenhos."
Modelo estadual. Em nota, a Secretaria da Educação do Estado afirmou "que é equivocado dizer que há ausência de reprovação no sistema de progressão continuada da rede". Segundo a pasta, o modelo foi aperfeiçoado com maior chance de retenção para que "as defasagens de conhecimento sejam corrigidas mais prematuramente".
O texto diz ainda que "todos os alunos são constantemente avaliados, recebem boletins escolares bimestralmente e podem optar por três diferentes modalidades de recuperação". Além do novo modelo de escola de tempo integral, cursos técnicos e de idiomas, 300 mil alunos da rede desenvolvem alguma atividade extracurricular. Para a segurança, a escola tem apoio da polícia e capacita os educadores para ações preventivas.
fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,seis-a-cada-dez-professores-sao-contra-sistema-de-aprovacao-nas-escolas-estaduais,1144465,0.htm

Bônus:professores à beira de uma ataque de nervos !





Nos último anos o mês de março é motivo de grande stress ,deixando os professores à beira de um ataque de nervos. 








O Bônus é uma das principais  causas de stress entre profissionais da educação.



Desde sua instituição o bônus não trouxe nenhum benefício para a educação paulista, nem para o professor e muito menos para o aluno, isso porque tem o incrível poder de condenar escolas ,profissionais da educação e alunos  ao fracasso  e consequentemente ao abandono e isso leva todos os envolvidos a um profundo desânimo.




As promessas de mudanças não aconteceram... o bônus continua sem transparência de critérios  apesar de  existir  muitas resoluções e decretos que deveriam regulamentar o processo de bonificação por resultados,  na prática a coisa continua muito confusa .
É revoltante ler os jornais ou assistir os telejornais neste período, pois até parece que os professores reclamam de barriga cheia. A comunidade não entende essa “bagunça” de atingir metas,é confundida pela mídia  do governo e acredita que neste período todos professores recebem uma fortuna . As escolas que não atingem o índice são condenadas e os professores culpados pelo fracasso ,
isso só aumenta ainda mais o abismo entre a família  e a escola.
Os professores ficam cada vez mais  desmotivados e muitos terminam abandonando a carreira.
Quem quer participar ou trabalhar  em uma escola que é  caracterizada  como “fracassada”?
A divulgação do IDESP é uma novela estilo dramalhão mexicano ,os  professores ficam a desesperados para saber se ganharam ou não na “loteria do bônus” e a ansiedade fica ainda maior com a situação do link que entra e sai do ar,parece que fazem isso de propósito só para  confundir ainda mais a categoria.
Enquanto professores estão se  digladiando nas escolas e nos comentários das postagens deste blog a SEE  está sempre procurando uma "brechinha" para manipular a interpretação dos resultados e divulgar somente “melhoras” nos resultados do Saresp.

Cadê as mudanças no bônus que forma anunciadas ?


A confusão sobre os critérios do bônus é  tanta que relacionei aqui a legislação pertinente sobre o assunto ,pois é muito difícil entender esse  verdadeiro “samba do crioulo doido” :  Lei Complementar Nº 1.078/2008 Institui Bonificação por Resultados,
Decreto N° 54.174/2009 Bonificação  a servidores afastados com fundamento na Lei Complementar N° 343/1984, e para o Programa de Ação de Parceria Educacional Estado-Município Resolução Conjunta CC/SF/SEP/SGP Nº 01/2009
definição dos indicadores globais da SEE e seus critérios de apuração e avaliação, Resolução SE Nº 22/2009 definição dos indicadores específicos da SEE, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados , Resolução SE Nº 23/2009
Estabelece normas relativas à Bonificação por Resultados, Resolução Conjunta CC/SF/SEP/SGP Nº 01/2009  definição dos indicadores globais da SEE seus critérios de apuração e avaliação, Resolução SE Nº 25/2009  o valor de índice de cumprimento de metas, seus critérios de apuração e avaliação, Resolução SE Nº 26/2009  fixação das metas para os indicadores específicos das unidades escolares da SEE, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados/2009, Decreto Nº 55.545/2010  fixação de percentual para fins de pagamento da Bonificação por Resultados / 2009, Resolução SE Nº 20/2011 Estabelece normas relativas à Bonificação por Resultados.
  
Diante de tudo isso fica aqui algumas  perguntas :
Será que o bônus deveria ser algo assim tão importante para os profissionais da educação? 
Por que nos acostumamos com as migalhas da SEE  e não lutamos por um salário justo? Condições dignas de trabalho? Um plano de carreira que defina que tipo de meritocracia queremos? 

O que queremos  é dignidade ou esse tipo de recompensa injusta ? 
O que estão fazendo com a nossa categoria profissional?

Até quando vamos nos iludir com este engodo da SEE ?