terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Piso do professor estadual é menor do que o do país


FONTE  http://www.agora.uol.com.br/trabalho/2017/01/1849460-piso-do-professor-estadual-e-menor-do-que-o-do-pais.shtml

Não ao corte das funções de Mediador,
 Coordenador e Vice-Diretor!

Em reunião ocorrida na tarde de 02/01, o Deputado Carlos Giannazi, junto de um grupo de professores da rede pública de ensino, foi recebido pelo Secretário de Estado da Educação, José Renato Nalini, e sua equipe técnica.
Giannazi e os professores presentes fizeram críticas veementes às Resoluções da SEE que tratam da extinção da função de Professor Mediador Escolar Comunitário e da diminuição das funções de Professor Coordenador e de Vice-Diretor das escolas estaduais, e pediram a revogação imediata de todas elas.

Com a pressão de Giannazi, o Secretário reconheceu que as Resoluções causam um conflito de interpretação, pois precisam ser entendidas e aplicadas em conjunto. Também, afirmou que a Secretaria precisará emitir uma nota explicativa, para esclarecer que a extinção das funções de professor mediador serão apenas às escolas que possuam o Programa Escola da Família, onde essa responsabilidade será atribuída ao Vice-Diretor do Programa.
O mesmo se daria, segundo o Secretário Nalini, com a preocupação de impossibilidade de recondução do mediador à sua função, uma vez que se trata de atividade realizada por profissional que conhece profundamente o cotidiano da unidade e os problemas da comunidade escolar. Os técnicos da SEE reiteraram que, nesse ponto, é preciso esclarecer que as Resoluções 73 e 74 se complementam e, também, só se aplicam às unidade com o Programa Escola da Família.

As explicações dadas pela SEE não foram convincentes e Giannazi continuará pressionando através do Ministério Público, Tribunal de Contas e Comissão de Educação da Alesp.

É evidente que haverá impacto negativo no dia-a-dia das escolas públicas. Por essa razão, serão apresentados projetos de decreto legislativo, revogando os efeitos das Resoluções.
Fonte:http://carlosgiannazi.com.br/nao-ao-corte.html

O ANO LETIVO DE 2017 SERÁ DIFÍCIL PARA OS PROFESSORES DA REDE ESTADUAL!

O ano de 2016 foi muito difícil para todos e este, mal chegou ao fim  e mais uma vez  os  profissionais da educação de São Paulo foram  surpreendidos com péssimas noticias para  a educação e para o ano letivo de 2017.
Logo que começou  o “merecido” recesso  dos professores da rede de ensino de São Paulo, a Secretaria de Estadual de Educação  resolveu anunciar algumas resoluções (SE 69/16 73/16 e 74/16), que causaram grande tribulação entre os docentes que além de exaustos vão entrar em férias com a cabeça literalmente “ fervendo”.
As alterações em  alguns pontos na atribuição de aula de 2017, deixam claro que o governo continua fazendo a reorganização do ensino proposta em 2015 por” baixo dos panos” .
As alterações destas resoluções e das últimas atitudes do governo caracterizam um  claro “enxugamento  da maquina”  que pode trazer muitas complicações causando uma avalanche de problemas, dentre estes o  comprometimento  ainda maior da qualidade de ensino nas escolas da rede estadual.
A “reorganização “prossegue disfarçada  e continua baseada no “enxugamento da maquina” nos últimos anos, como se não bastasse o corte na coordenação pedagógica em 2015,as novas resoluções cortam os vices diretores das escolas com menos de 17 salas ativas, proíbem a recondução dos professores mediadores  nas escolas da família gerando muitas  duvidas sobre a continuidade do projeto, manipulam ações que podem  acabar com as salas de leitura nos próximos anos e provavelmente  pode extinguir totalmente a categoria “O”.
A cada ano letivo é nítido que o problema da sala de leitura é  complexo ,  estando fadada ao fracasso ,pois na realidade não existe um compromisso serio da Secretaria da educação em manter um profissional no projeto ,as resoluções na prática  limitam o horário de atendimento, pois o   professor de categoria” F “so pode atuar  nesta apenas nas horas de permanência ou impõe  a sala de leitura ao professor readaptado sem restrições de atuação com alunos, desconsiderando em ambos os casos  a necessidade de perfil para atuar nesta área ,isso sem  considerar também que é notório que os readaptados possuem sérios problemas de saúde e que  em casos de sobrecarga de responsabilidades necessitam de constantes afastamentos o que  impede a continuidade do projeto no ano letivo.
Na última década   as escolas estão enfrentando sérios problemas para encontrar professoras substitutas ,o que já é raridade em muitas regiões , a falta de professores de algumas disciplinas já é  uma situação gravíssima e a nova resolução determina que  o professor da categoria “O”, não terá o pagamento garantido da licença total que tiver ocupando, se o mesmo por motivos de doença tirar uma licença  e esta for um período superior ao prazo que restar para acabar a licença do professor  que está substituindo.
Na  politica de “enxugamento da maquina” da SEE ninguém escapa ,os professores efetivos também serão contemplados por mudanças que complicam suas vidas, a resolução que trata do assunto  muda a  lei da  jornada inicial, a partir desta, os efetivos só poderão ter atribuídas  aulas livres, isso vai forçar os professores  a   trabalhar em duas ou até mais de duas escolas.
Os professores da escola de tempo integral e os coordenadores passam a ter a atribuição em período diferenciado, não sendo mais  no inicio do ano letivo, como a seleção envolve alguns critérios que possibilitam o retorno de alguns para a sala de aula de sua escola de origem ,vai ocorrer um efeito cascata ,prejudicando a carga suplementar do efetivo que pegou as aulas deste e dos professores das categorias” F “e “O” que também perdem as aulas atribuídas.
É do conhecimento de todos brasileiros que os governos estaduais necessitam se reorganizar para equilibrar as finanças mas o “enxugamento da máquina”com o único   objetivo de cortar gastos precisa ser revisto, pois da forma que esta ocorrendo  esta  prejudicando não apenas os profissionais da educação mas também os alunos, isso porque muitas escolas continuam denunciando o  fechamento de turnos e salas de aula por todo estado e superlotando classes  para reduzir os “custos” e comprometendo cada vez mais a qualidade do ensino da escola publica.
Apesar dos problemas enfrentados pelo país , estamos no estado mais rico e desenvolvido da nação e a situação da educação  pública  e dos profissionais da educação é no mínimo injustificada , inadmissível e uma vergonha !
O Estado de São Paulo ainda é a “locomotiva” que move a nação e mas infelizmente ainda tem uma educação de “carroça” se comparada as grandiosidade de muitos setores  tecnológicos e econômicos  presentes no estado. É inegável a importância da educação para garantir o progresso, e o crescimento de todos setores da sociedade e o  principal obstáculo para um salto  na qualidade de ensino deste estado e uma politica educacional equivocada que não investe em uma mão de obra qualificada, desvaloriza o profissional da educação e cada vez mais desmotiva os alunos a escolher tal carreira.
A educação publica de São Paulo urge por mudanças profundas , a escola publica “sangra” ferida pelo descaso  com seus profissionais , um “enxugamento da máquina” da forma que está ocorrendo só faz “sangrar” ainda mais  as feridas abertas aos longo de décadas de politicas educacionais ambíguas e nas duas últimas décadas a situação agravou-se ainda mais ,pois as politicas educacionais estão sendo definidas com   base nos instrumentos de avaliação que apresentam  resultados  contraditórios ,de eficiência duvidosa que  só servem para sustentar uma politica da meritocracia injusta tanto para as escolas como para alunos e  professores, impedindo ações efetivas que possibilitem a melhoria das condições de trabalho dos professores e contribua de fato para a qualidade de ensino.

É notório que a falta de uma educação de qualidade  é a principal causa do atraso estrutural do nosso pais e que se tivéssemos levado a educação e  a valorização do profissional da educação a sério poderíamos ser, mas não somos e estamos longe de ser , uma das nações mais desenvolvidas  do mundo.
Professora M Socorro

sábado, 14 de janeiro de 2017

Para cobrir professores exonerados, Alckmin convoca vice-diretores

Parte dos coordenadores de escola e dos professores mediadores de conflito também está sendo transferida. Sindicato afirma que não há diálogo com o governo estadual
por Sarah Fernandes, da RBA publicado 13/01/2017 18h23, última modificação 13/01/2017 18h51
SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO/ A2IMG /DANIEL GUIMARÃES
Escola
As escolas da rede estadual com mais de 45 salas passarão a ter dois vice-diretores em vez de três
São Paulo – Vice-diretores, coordenadores e professores mediadores de conflitos de escolas estaduais de São Paulo têm recebido, nas últimas semanas, a notícia de que o governo de Geraldo Alckmin está redirecionando parte dos profissionais de volta para a sala de aula, sem diálogo com as unidades de ensino. Professores e membros de sindicatos denunciam que mudança irá sobrecarregar funcionários, reduzir salários e transferir profissionais para funções nas quais não possuem conhecimentos específicos, prejudicando a qualidade do ensino.
A Secretaria da Educação justifica a mudança pela necessidade de redução de gastos com a crise econômica e pelo fato de 70 mil professores da rede estarem fora das salas de aula, exercendo outros tipos de cargos ligados à educação. Em reunião com membros do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), representantes da secretaria afirmaram que o cargo de professor mediador de conflitos não está sendo extinto e que nas escolas onde funciona o Programa Escola da Família, que oferece atividades de lazer e cultura aos fins de semana, o vice-diretor assumiria a função.
Já a Apeoesp defende que a mudança deve-se ao fato de muitos professores terem sido exonerados na rede. Só entre 2014 e 2015, o quadro foi reduzido em 26,6 mil profissionais (11%) do total, entre concursados e efetivos. “Os professores abriram mão desse emprego que o estado está oferecendo. As pessoas estão deixando o estado. Onde eles estão indo buscar essa mão de obra? Nas coordenações”, afirmou o conselheiro do sindicato Severino Honorato.
“Claro que a escola não funciona só com professor na sala de aula”, diz Severino, lembrando que dos 70 mil professores que não lecionam diretamente, pelo menos 16 mil estão afastados por licença médica, segundo dados da própria Secretaria de Educação. “Na rede toda são pelo menos 5 mil escolas, cada uma tem que ter pelo menos um diretor e um vice-diretor. Só nisso já são pelo menos 10 mil funcionários que precisam estar fora das salas de aula. A Secretaria vem enxugando. Não tem mais professores nas salas de leitura, de informática e nas aulas de reforço.”
Uma das mudanças propostas pela Secretaria da Educação, por exemplo, é que nas escolas com 45 salas ou mais, o número de vice-diretores passe de três para dois. Nas escolas com menos salas, o número de vice-diretores passaria de dois para um.
“O vice-diretor que ficou sozinho vai ficar muito atribulado, com muito serviço. Com dois já estávamos sobrecarregados. É muito serviço: tem alunos com problemas, precisa atender os pais, ir até o Conselho Tutelar”, diz uma das vice-diretoras reencaminhada para sala de aula sem aviso prévio, que trabalhava em uma escola estadual na região de Santo Amaro, na zona sul da capital paulista, e  que preferiu não se identificar. Após dez anos desempenhando o trabalho na mesma instituição de ensino, ela será transferida para outra escola. Seu salário reduzirá do equivalente a 200 aulas para 150 aulas.
Nesta semana, um grupo de professores mediadores realizou um ato na frente da sede da Secretaria da Educação, na região central da cidade, para protestar contra a mudança. Eles foram recebidos por uma representante do órgão, mas tiveram penas “respostas vagas”, segundo um dos professores que participou da atividade e não quis se identificar. “Onde está a democracia? O governo parece não estar nem aí para o que acontece dentro das escolas”, disse. “Nossa função é importante. Quem faz papel de socorrer os alunos somos nós, os mediadores. Nós vamos na casa de alunos, buscamos os evadidos, falamos com os pais. Nós entramos onde a polícia não entra.”
O professor teme que sejam perdidos os cinco anos de trabalho desempenhados por ele na mediação de conflitos na instituição, localizada na periferia de Embu das Artes, na grande São Paulo. “Eu já conversei com aluno armado, já entrei no meio de conflitos e agora o governo tira tudo e coloca qualquer outra pessoa para fazer esse trabalho. É um descaso muito grande. Nós não estamos lá como professores apenas, mas como amigos desses meninos, da comunidade. Para que o vice-diretor adquira a intimidade que temos com os estudantes vão mais três ou quatro anos”, disse. “No último ano, uma aluna que havia sido abusada pelo padrasto no ensino fundamental se formou no ensino médio e me abraçou e disse ‘obrigada por falar que era possível eu conseguir as coisas que eu sonhava. Quando cheguei aqui eu não tinha nenhuma perspectiva’. Como ficarão os outros alunos como ela?”
 Fonte :
 http://www.redebrasilatual.com.br/educacao/2017/01/para-cobrir-exoneracoes-de-professores-alckmin-leva-vice-diretores-para-sala-de-aula

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Apenas os professores perdem o direito da aposentadoria especial na PEC 287

A PEC 287 tem muitos equivocos e uma politica de dois pesos e duas medidas , prejudica  professores retirando aposentadoria especial e continua   concedendo o benefício para  Forças Armadas,  policiais militares e bombeiros.

O desmonte da Previdência, ponto por ponto

Reforma da Previdência atinge quase todos os tipos de benefício previdenciários e castiga mais duramente trabalhadores de baixa renda
por Glauco Faria publicado 07/12/2016 11:09
CC WIKIMEDIA 2.0
aposentado
Regras para benefícios de prestação continuada se tornam mais rígidas, com a idade mínima passando para 70 anos
Outras Palavras – Quando anunciou que a expectativa de vida do brasileiro, em 2013, havia se elevado para o patamar de 74,9 anos, Fernando Albuquerque, gerente do Projeto Componentes da Dinâmica Demográfica do IBGE, comentou a respeito de alguns dos fatores que tinham diminuído a mortalidade entre a população idosa.
"Tem toda a parte dos avanços médicos, farmacológicos, mas tem também os programas que vêm sendo implantados na atenção ao idoso. A aposentadoria rural é um fator importante, benefício de prestação continuada, que possibilita renda ao idoso para comprar seus medicamentos; o estatuto do idoso, que possibilita série de avanços no tratamento ao idoso. Esses são fatores que têm feito com que a mortalidade da população de idosos tenha diminuído significativamente nos últimos anos", afirmou à época.
Alguns desses avanços destacados por Albuquerque estão sob ataque com a PEC 287, o desmonte da Previdência Social proposto pelo governo Temer. Pelo projeto, por exemplo, o aposentado rural passa a ter regras semelhantes ao do novo regime geral, com idade mínima de 65 anos e tempo de contribuição de 25.
As regras para concessão de benefícios de prestação continuada – oferecidos aos idosos e pessoas com deficiência – também se tornam mais rígidas, com a idade mínima passando de 65 para 70 anos, com uma transição de dez anos. O valor será definido em lei posterior, tornando-se menor que um salário mínimo, piso atual. O total de pessoas que recebe o benefício chega hoje, segundo dados da Previdência Social de setembro de 2016, a 4,5 milhões de pessoas.
Confira abaixo estas e outras mudanças previstas na PEC 287:
Fim da aposentadoria por tempo de contribuição
A PEC 287 acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, que atualmente é de 35 anos para homens e 30 para mulheres. Segundo a regra atual, um trabalhador que começou a contribuir com 20 anos, por exemplo, pode se aposentar aos 55 (aplicando-se, no caso, o fator previdenciário). Pela proposta do governo, essa pessoa terá de trabalhar dez anos a mais – é preciso completar pelo menos 65 anos, com tempo mínimo de contribuição de 25 anos.
Todos os trabalhadores com até 50 anos e trabalhadoras com até 45 serão atingidos pela mudança, se a PEC 287 for aprovada. Os que ultrapassaram esta faixa serão submetidos a uma "regra de transição", com um "pedágio" de 50%. Quem teria de contribuir mais dois anos pela regra atual, por exemplo, vai precisar ficar na ativa por mais três.
Redução do valor das aposentadorias
A regra anterior é agravada por uma outra. Para obter os vencimentos integrais, o trabalhador terá que permanecer 49 anos na ativa. Em caso de aprovação da PEC 287, o benefício passa a ser calculado levando-se em conta a parcela de 51% das maiores contribuições com 1% adicionais a cada ano de contribuição.
Portanto, para receber 100% do salário, o trabalhador terá que contar, após os 65 anos, com 49 anos de contribuição. Isso significa ter começado a contribuir com a Previdência aos 16 anos.
Menos direitos para o trabalhador rural
Os trabalhadores rurais passarão a ter que trabalhar entre 5 anos (homens) e 10 anos a mais (mulheres) para terem direito à aposentadoria. A idade mínima dos atuais 55 anos (mulheres) e 60 (homens) para 65 (para ambos), com tempo mínimo de contribuição de 25 anos. Além disso, haverá necessidade de ter feito contribuições individuais ao INSS.
Hoje, aplica-se uma alíquota de 2,3% sobre o valor bruto da comercialização daquilo que o trabalhador rural produz. A nova alíquota ainda será definida.
Achatamento dos benefícios assistenciais
Os benefícios pagos a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda serão desvinculados do salário mínimo – ou seja, corroídos pela inflação. Além disso, a idade mínima para recebê-los, que hoje é de 65 anos, subirá para 70.
Redução da pensão por morte
A pensão por morte não será mais integral, passando a valer a regra de 50% mais 10% por dependente, até o limite de 100%. Ou seja, uma viúva sem filhos receberá apenas 60% do que receberia pela regra atual. Além disso, a cota de 10% se extingue quando o filho completar 18 anos.
Os beneficiários que ganham hoje um salário mínimo também terão seus proventos desvinculados da atual política de reajustes, o que, ao longo do tempo, fará com que recebam menos que o piso nacional.
Aumento da idade mínima também para servidores públicos
Atualmente, os funcionários públicos têm idade mínima para aposentadoria estabelecida em 60 anos para homens e 55 para mulheres, precisando somar 35 e 30 anos de contribuição, respectivamente. A PEC 287 propõe a substituição desse critério pela idade mínima de 65 anos para ambos os sexos. As mulheres que atuam no setor público serão as mais prejudicadas: precisarão trabalhar dez anos a mais que nas regras atuais.
Ataque aos direitos de professores
A PEC 287 liquida o benefício concedido aos professores. Devido ao caráter penoso de sua profissão, eles hoje podem se aposentar após 25 anos de contribuição (mulheres) ou 30 anos (homens). No entanto, não há alteração em benefício semelhante concedido aos integrantes das Forças Armadas, assim como aos policiais militares e bombeiros, categorias sujeitas a possíveis alterações nas legislações estaduais.
Fonte : http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2016/12/entenda-o-desmonte-da-previdencia-ponto-por-ponto-8458.html

PROPOSTA DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA PODE SUPRIMIR APOSENTADORIA ESPECIAL PARA PROFESSORES


Resultado de imagem para aposentadoria professor

Estas informações foram retiradas da  PROPOSTA DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA  e estão sendo analisadas pela NOVA ESCOLA .
Importantes :Ainda é PROPOSTA ,alguns itens podem mudar , não vamos nos afligir com antecedência.

Estou postando apenas para ficarmos informadas.

Aposentadoria de professores pode mudar com Reforma da Previdência

Se a proposta for aprovada, categoria deixará de ter direito a uma idade diferenciada e passará a seguir regras impostas a outros trabalhadores


06 de Dezembro 2016 - 20:52
Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que prevê a Reforma da Previdência, coordenada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, foi enviada para o Congresso Nacional.
Ao contrário do que se especulava, ela prevê a extinção das aposentadorias especiais. 
A idade para educadores e educadoras se aposentarem pode, então, ser igualada em 65 anos, assim como a dos outros trabalhadores (com exceção dos militares). Professores que até a data de promulgação da emenda tenham 50 anos ou mais e professoras com 45 anos ou mais poderão se aposentar após cumpridos 30 anos de contribuição, se homem, e 25 anos no caso das mulheres (desde que tenha cumprido um período adicional equivalente a metade do tempo que faltaria para atingir o tempo de contribuição anterior).
O intuito do governo federal é que mudanças nas regras de aposentadoria ajudem a diminuir os gastos públicos.
No orçamento previsto para 2017, 562,4 bilhões de reais deverão ser usados em despesas correspondentes a gastos com pagamentos desse benefício trabalhista, bem como pensões e auxílios de trabalhadores e empregadores.
O déficit esperado para o Regime Geral da Previdência (conhecido através do INSS) é de cerca de 181,2 bilhões de reais, segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual, divulgado pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.
Atualmente, trabalhadores do setor público e privado podem se aposentar com, no mínimo, 65 anos para homens e 60 para mulheres, ou por tempo de contribuição, 35 anos para homens e 30 para mulheres se esse valor, somado à idade da pessoa, corresponder a 85 e 95, respectivamente.
Caso a proposta seja aprovada, só será possível parar de trabalhar após atingir a idade mínima de 65 anos.

Além disso, o tempo mínimo de contribuição para a Previdência Social passará de 15 para 25 anos.
Até o momento, professores de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, policiais federais e civis dos Estados e cargos que se expõem a agentes nocivos à saúde têm direito à chamada aposentadoria especial.

Essa separação decorre do fato de tais profissionais estarem expostos a trabalhos mais desgastantes ou arriscados. No caso dos docentes, a idade mínima é de 55 anos para homens e de 50 para mulheres.
Já o tempo de contribuição mínimo para homens e mulheres é de 30 e 25 anos, respectivamente. Essa regra é válida para quem contribui pelo regime geral da Previdência, o que é o caso da maioria dos educadores da rede particular e pública.
A proposta da Reforma da Previdência inicia a tramitação pela Câmara dos Deputados. 
Agora, o Congresso deverá ouvir alguns setores da sociedade civil, como centrais sindicais, para que sejam analisadas mudanças no texto.   

Por que os docentes são um caso especial

Marta Vanelli, secretária geral da Confederação dos Trabalhadores em Educação (CNTE), órgão vinculado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), opõe-se às mudanças apresentadas. “Os professores têm uma luta histórica para conseguir ter 50% de sua carga horária para horas-atividade. Já conquistamos um terço, o que é um grande avanço. Entretanto, continuamos com salas superlotadas. É difícil e desgastante ficar responsável por até cinco turmas com 40 ou 50 alunos cada. Em uma manhã, o docente pode ter contato com até 250 crianças e adolescentes. Sem considerar uma segunda jornada”, diz Marta. 
Além disso, os professores precisam desenvolver algumas de suas tarefas fora do período de trabalho, como o planejamento de aulas e a correção de avaliações. “Por esses motivos, nas atuais condições, nenhum docente consegue ficar mais do que 25 anos em sala de aula.
O governo compara a idade de aposentadoria daqui com as de outros países, mas as realidades são diferentes”.
Aumentar o tempo de trabalho dos professores pode acarretar ainda problemas na saúde deles.
O Atlas de Gestão de Pessoas registrou que, no ano de 2012, na rede municipal de São Paulo, a quantidade de afastamentos superou o número de docentes em sala (para saber mais, leia a matéria de capa de NOVA ESCOLA sobre saúde mental do professor). “O governo pensa no lado financeiro da questão, mas parece desconsiderar ou ser insensível com as especificidades de cada profissão. 
O exercício de magistério acarreta desgaste físico e mental. Por isso, as mudanças podem ampliar o número de educadores doentes. Teoricamente, essas pessoas estão trabalhando, mas, na prática, estão readaptadas e fora da sala de aula, diz Claudio Fonseca, presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem).
Sobre igualar as idades de aposentadoria de homens e mulheres educadores, Marta também levanta argumentos contrários. “Na cultura machista em que vivemos, além de trabalhar fora de casa, em muitos casos a mulher é também a única responsável pela Educação e cuidado com os filhos e com a casa. Em algumas poucas famílias, esses cuidados são divididos, mas ainda são casos excepcionais. 
Se houvesse uma partilha justa de atividades domésticas entre homens e mulheres, poderíamos pensar em igualar as idades”, defende.

O tamanho do problema

Estima-se que, em 2017, o déficit da previdência chegue a 181,2 bilhões de reais. Caso a tendência seja mantida, essa conta pode fechar em 1 trilhão negativo em 2050. 
Com o envelhecimento da população, estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) preveem que, em 2060, 30% da população brasileira seja composta por pessoas com mais de 65 anos. Nesse cenário, 20% do PIB seria gasto com a previdência, segundo uma estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). 
Em 2015, foram gastos 7,4%, com 8% da população com mais de 65 anos. 
Ou seja, haverá menos pessoas contribuindo para um sistema com um número muito maior de aposentados do que o atual. Dessa maneira, os custos dificultariam investimentos em outras áreas, como Saúde e Educação.
Outro argumento levantado pelo governo é que a média de idade de aposentadoria brasileira, 59,4 anos para homens (dados de 2015), está abaixo da média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que foi de 64,2 anos em 2012.
Para Carlos Heitor Campani, professor de finanças do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida já eram problemas previsíveis. “Os responsáveis pelo sistema foram extremamente negligentes ao longo do tempo e não agiram de forma eficiente para impedir o desastre atual”, diz. 
O economista defende que, em vez de se basear em outros países, o governo federal realize uma pesquisa robusta para que as mudanças se adequem ao padrão brasileiro. Para ele, o atual modelo e as novas propostas divulgadas até agora funcionarão apenas como medidas paliativas. “É claro que ações corretivas tais como idade mínima e extinção de super-aposentadorias são importantes, mas elas precisam ser acompanhadas de outras medidas que tornem o sistema verdadeiramente sustentável e não apenas empurrem a sujeira para debaixo do tapete, ou melhor, para algum governo futuro”, pondera.

Fonte  http://novaescola.org.br/conteudo/3394/como-fica-a-aposentadoria-dos-professores?utm_source=tag_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=mat%C3%A9ria&utm_content=link 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Professores da rede estadual de SP sofrem com doenças do trabalho

O professor em exaustão máxima





A professora do ensino fundamental Polyana Andreza da Silva Costa tinha um cansaço imenso no final do expediente. As dores de cabeça eram constantes, além da dificuldade para conciliar o sono. 
Na sala de aula, sentia o coração disparar, um aperto no peito e falta de ar. Também sofria com crises de choro. Quando chegava à escola, ao invés de ficar alegre por estar com seus alunos, era dominada por uma tristeza e vontade de que as horas passassem logo para poder, finalmente, voltar para casa. 
Ao invés de melhorar, esse estado foi só piorando até que a educadora chegou ao ponto do esgotamento completo. A docente, que sempre tinha sido uma profissional dedicada e competente, havia perdido totalmente o prazer em exercer o seu ofício. E, mais do que isso, estava doente por causa do trabalho.
A cronificação do estresse ocupacional, o problema vivido por Polyana, é chamada de síndrome deburnout, que começou a ser estudada na década de 1970, depois que o termo foi usado pelo psiquiatra de origem alemã Herbert Freudenberg (radicado nos Estados Unidos) para definir o esgotamento profissional. Burnout significa, em inglês, “queimar por completo”, atingir a combustão plena, ou seja, de forma menos literal, chegar a um estado de exaustão máxima.
burnout está diretamente relacionado à vida profissional e quando ocorre é altamente incapacitante. “A pessoa já se desgastou a tal ponto que não tem mais energia para continuar suas atividades laborais. O burnout é sempre ligado ao mundo do trabalho”, afirma a professora adjunta da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), coordenadora do curso de pós-graduação de Psicologia em Saúde, Ana Maria Teresa Benevides-Pereira, líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Estresse e Burnout (Gepeb) e uma das maiores pesquisadoras e autoridades sobre o assunto no País.  
A síndrome de burnout, na concepção das psicólogas sociais norte-americanas Christina Maslach e Suzan Jackson – criadoras em 1981 do Maslach Burnout Inventory (MBI), teste para diagnóstico do problema –, é caracterizada como um processo multidimensional, constituído por sintomas relacionados à exaustão emocional, despersonalização e reduzida realização pessoal no trabalho.

A despersonalização, ou desumanização, como também é chamada, consiste no comportamento defensivo das pessoas com burnout, por meio do desenvolvimento de atitudes desprovidas de interesse e envolvimento emocional com os outros, marcadas, com frequência, por reações de apatia, cinismo e ironia.
Muitos são os sinais físicos, psicológicos e comportamentais que podem estar relacionados à síndrome. “No aspecto biofisiológico, os sintomas mais comuns são: cansaço sem causa aparente, crises constantes de enxaquecas, dores andarilhas (daquelas que percorrem várias partes do corpo), instabilidade intestinal, alteração do sono e queda na libido, entre outras alterações não visíveis, apenas detectadas por exames médicos específicos, segundo cada pessoa, conforme lecionam especialistas médicos”, explica o psicanalista e especialista em Psicopedagogia Chafic Jbeili, que também coordena e ministra cursos de pós-graduação em Educação. 
O especialista acrescenta que em relação aos fatores psicossociais observam-se sinais muito parecidos com o quadro depressivo, como irritabilidade, ceticismo, indiferença e instabilidade de humor, entre outros (leia abaixo os principais sintomas).
Estudos revelam que os profissionais das áreas de saúde e educação são mais vulneráveis à síndrome de burnout. Entretanto, é difícil encontrar dados abrangentes sobre a incidência do problema entre os professores brasileiros. Um dos estudos com maior amostragem foi realizado em 1999 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pelo Laboratório de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), coordenado pelo doutor em Psicologia Social Wanderley Codo, com 39 mil profissionais de diversas redes estaduais. Atualizada em 2002, segundo informações de Chafic Jbeili, a pesquisa incluiu professores de redes municipais e particulares e demonstrou que 46% dos educadores de todos os sistemas de ensino de nível básico enfrentam exaustão emocional, seja moderada ou alta, e 32% têm baixo envolvimento no trabalho, fatores considerados relevantes para o diagnóstico do burnout.
Em um estudo com 499 professores de escolas públicas e particulares do interior do Estado do Paraná e da região metropolitana de Curitiba, coordenado pela professora Ana Benevides-Pereira, com dados coletados em 2004 e divulgados em 2010, constatou-se que 43,8% dos docentes apresentavam elevada exaustão emocional, sendo que 23,8% tambémResultado de imagem para dort e 31,4% não se sentiam realizados com suas atividades laborais. Nesse grupo, 65,9% dos participantes relataram o desejo de mudar de profissão.
Afastamentos
Além da falta de dados específicos sobre a frequência do burnout na carreira docente, outro fator que colabora para a dificuldade de traçar um panorama sobre a gravidade do problema é que os registros médicos dos afastamentos não contemplam o termo porque a síndrome não está catalogada dessa forma no Código Internacional de Doenças (CID); existe apenas a denominação “esgotamento” (sob o número Z73-0). “No Brasil, os afastamentos recebem registros diversos, menos burnout, pois esgotamento, somente, não caracteriza a doença e os dados sobre este tipo de afastamento tecnicamente não servem para corroborar as estatísticas sobre incidência de burnout”, esclarece Jbeili.
Todavia, é evidente a prevalência dos problemas de saúde nos afastamentos dos profissionais da educação, com importantes índices de estresse e burnout, segundo o artigo Burnout docente e seu reflexo no ensino, apresentado por Ana Benevides-Pereira no X Congresso Internacional de Educação (Educere), realizado no ano passado na PUC-PR. Dados da Gerência de Saúde do Serviço de Saúde e Perícia Médica em Belo Horizonte (MG), citados no mesmo trabalho, exemplificam esse contexto. Dos funcionários afastados por motivo de saúde no período de maio de 2001 a abril de 2002, 84% eram educadores, dentre os quais predominavam os transtornos mentais. 
Essa pesquisa foi realizada por Sandra Maria Gasparini, Sandhi Maria Barreto e Ada Ávila Assunção, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Muitos fatores ajudam a explicar a vulnerabilidade dos professores aos problemas relacionados ao estresse, como sobrecarga de trabalho, baixa remuneração, indisciplina dos alunos, violência na escola, estrutura precária, falta de apoio da direção da escola e dos pais dos estudantes, entre outros. “Creio que o desprestígio da profissão é uma coisa que vem aumentando dia a dia. (...) A sociedade vem cobrando cada vez mais competências do professor, não só relativas ao próprio conhecimento que ele tem, mas também outras que muitas vezes ultrapassam a capacidade dele. São muitas cobranças e pouco reconhecimento, inclusive financeiro”, discorre a líder do Gepeb.
Todos esses elementos, além de um episódio de ameaça de um pai e de violência verbal de uma aluna, contribuíram para que a professora Polyana Andreza da Silva chegasse à exaustão máxima e tivesse que ser afastada temporariamente da sala de aula. No caso dessa educadora, a cura para o problema consistiu em se distanciar do trabalho.
Apesar de acreditar que não seria mais capaz de retomar suas atividades como docente, Polyana reencontrou o prazer de lecionar em uma escola em outra cidade (conheça toda a história da educadora lendo a entrevista na página 26). Essa é uma característica bastante particular do burnout: os afetados pela síndrome melhoram quando se afastam do ambiente profissional, diferentemente, por exemplo, dos pacientes em depressão.
Porém, ao contrário de um episódio isolado de estresse, basta o professor cogitar a retomada do seu trabalho para que o burnoutreapareça se não tiver sido tratado.
Segundo Chafic Jbeili, o tratamento da síndrome se faz a partir da terapia médica e psicológica. Medicamentos para sintomas ligados à depressão e à ansiedade, por exemplo, podem ser necessários em alguns casos. 
O tempo médio de tratamento pode variar de um mês a dois anos ou até mais, dependendo do estado geral de saúde de cada paciente e da disciplina em seguir a orientação dos especialistas. “Quanto mais resistir e demorar para buscar ajuda, pior fica o burnout, podendo surgir comorbidades como insônia e até diabetes. No entanto, quanto antes for identificada e tratada, mais rápida e tranquila será a recuperação”, ressalta o especialista.
Além do burnout não estar catalogado no CID, nem sempre é simples identificar o problema. Para a psicóloga Márcia Regina Biscaia Virtuoso, gerente da área de Psicologia e Serviço Social do Departamento de Saúde Ocupacional, da Secretaria de Recursos Humanos da Prefeitura de Curitiba (PR), é difícil que o estresse e outras disfunções estejam relacionados apenas às condições de trabalho. “Não é só laboral. Nas avaliações que fazemos com os servidores percebemos que o adoecimento psíquico não é apenas resultado do trabalho, mas de uma conjuntura de fatores, como condição socioeconômica e problemas familiares.”
As doenças mentais e comportamentais, conhecidas como “CID F” (porque estão relacionadas nessa letra no Código Internacional de Doenças), são a primeira causa de afastamento dos trabalhadores em educação da rede municipal de ensino da capital paranaense.
Para lidar com essa realidade, existe, desde 2005, o Programa Saúde Mental do Servidor, que em todas as suas atividades inclui orientações para o gerenciamento do estresse, além de grupos psicoeducativos, voltados exclusivamente para os educadores. 
Para a psicóloga Margareth Cristina Bolino, gerente de Saúde Ocupacional do Núcleo de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, que coordena os trabalhos realizados com os servidores da educação, a profissão docente é estressante porque envolve a formação humana, mas o professor precisa estar preparado para lidar com o cenário atual e ter flexibilidade para se adaptar às mudanças. “O professor tem que ter essa predisposição para ficar menos suscetível ao estresse.”
Gestão 
Um aspecto salientado no artigo de Ana Benevides-Pereira e que deve ser levado em consideração é a relação entre ambiente organizacional e a síndrome de burnout. Apesar de estarem sob as mesmas condições de determinado sistema de ensino, algumas escolas apresentavam, nos estudos analisados, significativos casos de burnout enquanto outras não possuíam nenhuma ocorrência. “Apesar de os professores serem regidos por normas comuns, desenvolverem o mesmo tipo de trabalho, o modo de gestão, assim como o suporte recebido pela direção e colegas de trabalho, bem como o clima organizacional, são fatores que devem ser observados”, escreve a professora no artigo.
Por outro lado, o inverso também pode ser verdadeiro: em um mesmo local de trabalho alguns professores adoecem enquanto outros continuam motivados com seu ofício, o que, segundo a especialista, teria relação com constructos como resiliência e comprometimento (engagement), características passíveis de serem desenvolvidas.
 Os especialistas afirmam que não existe remédio mais eficaz contra a síndrome do burnout do que a prevenção, que significa aprender a controlar o estresse, manter uma rotina saudável, buscando evitar o excesso de trabalho, não deixar de lado as atividades de lazer, dividir os problemas com os colegas e procurar tratamento quando alguns dos primeiros sintomas aparecerem, não postergando solicitar ajuda para que o quadro não se complique. O importante mesmo é não deixar o “copo transbordar”.  

Sinais de alerta para a síndrome de burnout

Sintomas somáticos (físicos):
- Exaustão (esgotamento físico temporário);
- Fadiga (capacidade física ou mental decrescente);
- Dores de cabeça;
- Dores generalizadas;
- Transtornos no aparelho digestório;
- Alteração do sono;
- Disfunções sexuais.

Sintomas psicológicos:
- Quadro depressivo;
- Irritabilidade;
- Ansiedade;
- Inflexibilidade;
- Perda de interesse;
- Descrédito (sistema e pessoas).

Sintomas comportamentais:
O professor:
- Evita os alunos;
- Evita fazer contato visual;
- Faz uso de adjetivos depreciativos;
- Dá explicações breves e superficiais aos alunos;
- Transfere responsabilidades;
- Faz contratransferência, ou seja, reage às provocações em papéis distintos do papel de educador;
- Resiste a mudanças.

Consequências mais comuns:
- Apatia ou cinismo nos diálogos;
- Dificuldade em desempenhar papéis;
- Diminuição dos contatos sociais;
- Desvalorização do lazer;
- Negligência nos cuidados pessoais;
- Automedicação (agrava o quadro);
- Resistência em buscar ajuda.
Fonte: Cartilha Burnout em Professores, elaborada pelo psicanalista e especialista em Psicopedagogia Chafic Jbeili e disponibilizada pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região.
 Publicado em 04 Junho 2013
+ Na webAssista o vídeo da professora e pesquisadora Ana Maria Teresa Benevides-Pereira sobre burnout emwww.youtube.com/profissaomestre.

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Professores são principais vítimas de DORT

Doenças Ocupacionais
Segundo estudo, professores são principais vítimas de DORT

 A demanda por mais trabalho, mais produtividade, exigência de qualidade e aumento da jornada estão levando cada vez mais pessoas a apresentarem distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). 
Pesquisadores da Bahia, conduzidos pela professora da União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME) Daniela Dias, investigaram a prevalência de DORT entre professores. Segundo eles, na profissão de professor, gestos críticos, posturas inadequadas e condições ergonômicas errôneas podem ser fatores predisponentes 


A pesquisa "Prevalência da síndrome do ombro doloroso (SOD) e sua influência na qualidade de vida em professores de uma instituição privada de nível superior na cidade de Lauro de Freitas, Bahia" foi publicada em dezembro de 2010 na Revista Baiana de Saúde Pública. Segundo os autores, a síndrome do ombro doloroso é caracterizada por dor e impotência funcional em graus variados e acomete estruturas responsáveis pela movimentação do ombro. Esta é classificada pelas patologias: síndrome do impacto (SI), tendinites, capsulite adesiva (CAO) e artropatias.

Como explicam no estudo, escrever no quadro-negro por longo período com elevação dos membros superiores acima da cabeça, digitar provas e aulas, corrigir trabalhos e provas, entre outras atividades, levam a um estresse biomecânico no ombro. Isso predispõe a lesões e leva a sensações desagradáveis tanto do ponto de vista físico como mental. "Os profissionais que trabalham com os membros superiores elevados têm um risco 7,9 vezes maior para distúrbios musculoesqueléticos do que aqueles que não trabalham nessa posição", afirmam os pesquisadores no estudo.

O estudo foi realizado com 97 professores. A prevalência dos que já sentiram dor no ombro foi de 60%, dos quais os diagnósticos mais frequentes foram: tendinite, tendinose, síndrome do impacto e bursite com 16,5%. A prevalência de dor no ombro atual foi de 36,5%.

"A SOD predominou no grupo das mulheres, compatível com relatos prévios em estudos nos quais encontrou-se que as mulheres são mais vulneráveis a lesão no ombro devido a fatores como: menopausa e menos massa muscular em membro superior (MS) para dar suporte à articulação do ombro", dizem.

Segundo os pesquisadores, outro estudo que investigou as atividades de professores do ensino fundamental e sintomas osteomusculares relacionados ao trabalho revelou que a qualidade de vida apresentou-se particularmente comprometida nas dimensões dor, vitalidade e aspectos emocionais. "Percebeu-se também que as atividades ocupacionais que demandam inclinação do tronco, postura estática, carregar pesos e manter um dos membros superiores elevado foram consideradas as tarefas mais fatigantes em relação ao sistema osteomuscular", afirmam na pesquisa.

FONTE:http://www.protecao.com.br/noticias/doencas_ocupacionais/segundo_estudo,_professores_sao_principais_vitimas_de_dort/J9y5Acji/10944

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